Vanessa Gerbelli é Diana Goodman no musical “Quase Normal”

A atriz Vanessa Gerbelli já é conhecida por suas participações em novelas e no cinema brasileiro, porém pouca gente conhece seu talento como cantora.  No palco da peça musical Quase Normal, ela impressiona ao interpretar a personagem Diana, uma mãe que luta contra sua instabilidade emocional.

Sucesso na Broadway, a versão original, chamada Next to Normal, agradou público e crítica ao contar a história de uma família disfuncional através de letras tocantes e muito rock ‘n’roll. Após uma temporada de sucesso no Rio de Janeiro no ano passado, a produção fica em cartaz em São Paulo no Teatro FAAP a partir do dia 21 de fevereiro.

Conversamos com Vanessa, que nos conta sobre sua personagem e essa grande produção:

06-VANESSA GERBELLI CERONI- FOTO GUSTAVO BAKR

“Next to Normal” entrou no circuito Off-Broadway em 2008 e na Broadway no ano seguinte, mas a peça não era muito conhecida pelo grande público brasileiro. Quando e como foi seu primeiro contato com a peça?

Eu conhecia as músicas do show, estudava em algumas aulas de canto, faziam parte do meu repertório de estudo. O contato real com a peça ocorreu quando fui convidada para o papel, no ano passado.

Alice Ripley originou o papel de Diana e por ele ganhou o premio de melhor atriz no Tony Awards. Você pesquisou sobre a abordagem e interpretação de Alice ou preferiu que isto não te influenciasse?

No início eu não quis vê-la em cena para ter o meu próprio entendimento da dramaturgia. Quando me senti segura com isso, assisti a algumas cenas dela. Ela é brilhante.

02-CRISTIANO GUALDA E VANESSA GERBELLI CERONI1- FOTO GUSTAVO BAKRQuando soube ter conseguido o papel, qual foi seu primeiro passo para a preparação?

Eu soube muito em cima da hora! O papel era antes da Totia Meireles, que, a três meses da estreia da peça foi escalada para a novela Salve Jorge, fazendo o Tadeu (Aguiar, diretor) procurar outras atrizes. Eu cheguei por último na turma. Fui chamada numa semana e na outra, já estava ensaiando. Eu ainda estava em cartaz com Emilinha e Marlene, As Rainhas do Rádio. Saía do ensaio de Quase Normal e corria pro Emilinha.

Qual aspecto da personagem acha mais difícil de interpretar e por quê?

Acho delicioso o papel. A única coisa mais trabalhosa é a partitura, que tem cançōes que exigem diferentes- às vezes  opostas- embocaduras. Sem contar que a emoção está em primeiro lugar nesta peça. ” Cantar bonito” não é tudo. Para dar conta do trabalho é necessário se entregar às emoçōes do texto. A dificuldade está em equilibrar a emoção e a técnica.

“Next to Normal” foi considerado nos Estados Unidos um musical de vanguarda, como acha que essa produção pode impactar o cenário do teatro musical aqui no Brasil?

Acredito que da mesma forma que ocorreu lá. As pessoas haviam visto dramas épicos como Os Miseráveis e comédias e romances leves, como My Fair Lady e Os Produtores, sem falar os infanto-juvenis. O drama psicológico cantado foi um passo interessantíssimo. Um teatro musical mais intimista, onde a música é radicalmente texto, não é uma fuga para a fantasia no meio de uma cena.

O resultado é arrebatador, o espectador embarca nas cenas e se esquece que está assistindo a uma ópera-rock. É teatro.

 07-VANESSA GERBELLI CERONI- FOTO GUSTAVO BAKR2O que há de diferente e original na versão brasileira?

O Tadeu acentuou o caráter intimista da peça, na minha opinião. Isso me agrada muito.

A trilha sonora de “Quase Normal” segue majoritariamente um ritmo mais pesado, com bastante guitarra e bateria, por exemplo. Como você acha que isso afeta todo o clima da peça?

Acho fundamental que seja assim, acho um casamento perfeito. Bipolaridade e Rock’n Roll combinam!

Você acha que daria certo uma versão de “Quase Normal” nos cinemas? Quem escalaria como Diana?

Com certeza! Seria lindo, principalmente se fosse nos moldes de Os Miseráveis, em cartaz nos cinemas. E …Eu escalaria a mim, poxa! Já estou pronta!

Qual outro papel no teatro musical, independente de idade ou sexo, você gostaria de fazer?

Adoraria fazer a Catherine, do Last Five Years.

Para encerrar, conta para a gente, qual sua musica de karaokê preferida?

Papa Can You Hear Me”, do Yentl.

4 comentários

  1. […] bipolar da mãe é o centro desta peça comovente com direção de Tadeu Aguiar e protagonizada por Vanessa Gerbelli, Cristiano Gualda, Olavo Cavalheiro, Carol Futuro, Victor Maia e André […]

  2. […] em julho do ano passado no Rio de Janeiro, com direção de Tadeu Aguiar e um elenco composto por  Vanessa Gerbelli, Cristiano Gualda, Olavo Cavalheiro, Carol Futuro, Victor Maia e André […]

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