Crítica: “A Hora Mais Escura”

Texto escrito originalmente para o site CineSplendor.1134604 - Zero Dark ThirtyA carreira de Kathryn Bigelow como diretora se iniciou nos anos 80, mas foi apenas em 2008 com Guerra ao Terror que seu nome começou a ser reconhecido pela mídia e pelo público. Ganhadora do Oscar de Melhor Direção e Melhor Filme por esta produção, os rumores sobre seu próximo trabalho não demoraram e a ansiedade ficou ainda maior quando anunciado que o filme que a audaciosa diretora pretendia fazer voltaria a focar nas consequências do 11 de setembro e na vida de americanos que lutam em território inimigo pelo bem de sua pátria.

1134604 - Zero Dark ThirtyEm A Hora Mais Escura, a diretora explora fatos verídicos que aconteceram no Paquistão ao longo dos últimos anos e segue o trabalho de uma agente da CIA que logo após o ataque terrorista às Torres Gêmeas começa a investigar os líderes do grupo Al-Qaeda, as pessoas envolvidas com o ataque e tem como prioridade caçar Osama Bin Laden. Com identidade protegida pelo governo americano, no filme ela recebe o nome Maya e é interpretada por Jessica Chastain, atriz que desde sua participação em A Árvore da Vida vem estrelando um filme atrás do outro. Para interpretar Maya, Chastain precisa buscar o equilíbrio perfeito entre uma profissional focada e sensível e mostrar uma mulher que inicia seu trabalho ainda assustada com o que vê, mas que cresce ao longo da trama até atingir um patamar de respeito e comandar a operação que resultou na captura do maior inimigo dos Estados Unidos. Pela delicadeza e entrega da atriz, ela concorre a seu primeiro Oscar no final de fevereiro.

1134604 - Zero Dark ThirtyBigelow não desvia o foco e não usa de truques típicos de narrativa, como um romance em meio à trama, para entreter o espectador. A diretora vai direto ao ponto e não desvia a atenção para relacionamentos ou outras tramas, mostrando a linha de trabalho também seguida por sua protagonista. Os aspectos técnicos e a morfologia típica do ambiente podem se tornar massivos ao longo da trama, mas o tédio nunca atinge nem o filme nem a equipe de Maya, pois novos ataques acontecem e a pressão do cronometro está sempre presente, ao passo em que eles precisam lidar com informações falsas e um terrorista fantasma.

Após seu sucesso com um filme repleto de soldados masculinos, Bigelow agora apresenta uma mulher tão forte quanto ela e mostra que sexo frágil é coisa do passado ao comandar cenas de ação e tortura de forma inteligente e perspicaz. Assim como Lincoln, A Hora Mais Escura é um filme feito especialmente para os espectadores americanos, porém sua qualidade o torna relevante para todo o mundo.

3 comentários

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  3. […] Zeta-Jones, Halle Barry e Naomi Watts, mas o destaque vai mesmo para Jessica Chastain. A atriz de A Hora Mais Escura quis relembrar a Era de Ouro de Hollywood e acertou em cheio no quesito glamour. Simples e […]

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