Pelo Mundo: Tanzânia

Opa! Meu nome é Bruno Sterenberg, tenho 22 anos e sou formado em Direito pela PUC-Rio. Atualmente faço trabalho voluntário pela AIESEC IFM em Dar es Salaam, Tanzânia (favor não confundir com Tasmânia)! A intenção de partir em missão como essa teve um lado altruísta e outro egoísta. Primeiro, pela ambição de contribuir construindo novas mentalidades nos jovens. Depois, pela busca de novos horizontes profissionais.

image[12]Para Onde? Tanzânia

Se prepare:

Cheguei incrédulo na possibilidade de sofrer qualquer choque cultural, afinal havia me preparado pra isso, mas não teve jeito. A situação da maioria dos habitantes é de miséria, com 85% da população sendo considerada pobre e vivendo com menos de um dólar por dia. Além dessa primeira triste impressão, muitas vezes falta luz, falta água e falta gás. Pra fechar em grande estilo, comer de colher é um privilégio. Normalmente, só com a mão.

Uma das grandes dificuldades foi a língua. O país se diz bilíngue (suaíle e inglês), bonito embora um bocado diferente da prática. Nem todos os alunos tinham um nível de compreensão bacana, exigindo bastante jogo de cintura e criatividade pra elaborar formas diferentes de passar o recado. No entanto, a maior dificuldade foi discutir pontos polêmicos de Direitos Humanos.

Com um pensamento bastante “conservador” (ou retrógrado), a Tanzânia possui previsão criminal contra o homossexualismo, por exemplo. Discutir temas como esses acabavam gerando uma revolução na sala de aula. Inclusive no momento de introduzir o assunto, ouvi de alguns alunos que “na Tanzânia não existiam homossexuais”. Fora isso, também era difícil explicar Direitos Humanos num local em que uma parte significativa deles eram desrespeitados, alegação dos próprios estudantes.

Entrada CasaMomento inesquecível?

A cada esquina existe um fato marcante. Se eu tivesse que escolher, diria que um dos fatos mais marcantes foi durante uma chuvosa caminhada até a casa que habito, a cena de umas cinco menininhas de seus oito anos com galões vazios esperando a chuva encher, por falta de dinheiro pra comprar mais água. Ainda, a resposta que obtive quando perguntei pra algumas alunas se elas já haviam almoçado. “Não temos dinheiro pra almoçar, só pra jantar”.

Depoimento:

Vim pra cá com o objetivo de dar aulas de Direitos Humanos pra jovens de colégios e faculdades através da Human Rights Promotion Organization. Contando com o apoio dos responsáveis por tocar a ONG, recebi vários materiais que facilitaram o planejamento das aulas. A decisão pelo continente africano pesou porque quando se pensa em necessidade e carência, em diversos aspectos, a África é o primeiro lugar que surge na cabeça.

Enumerar os aprendizados é contar as estrelas. Cada dia uma situação nova, completamente diferente do dia anterior, capaz de gerar incontáveis reflexões e oportunidades de desenvolvimento. Até os clichês, normalmente ignorados por nós, voltam a ter uma força significativa pra estimular o pensamento. Por exemplo, valorizar uma regularidade no fornecimento de energia e demais serviços, a comida diariamente posta à mesa e por aí vai. Isso só pra dizer os mais básicos.

Desenvolvimento. Essa é a palavra-chave da experiência porque há chance de desenvolver muitos aspectos do país, fora o desenvolvimento pessoal que é incrível. Valeu (e ainda está valendo) cada segundo! Depois da Tanzânia ainda vou pro Quênia, mas isso é experiência pra outra ocasião!

Álbum de Fotos:

IMG_0490

  Café da Manhã Roupas

St. Thomas

image[3]

 

 Quem quiser conhecer mais, pode dar uma conferida no meu blog também!

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