Crítica: “Oz, Mágico e Poderoso”

Texto escrito originalmente para o site CineSplendor.

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A obra de L. Frank Baum já foi adaptada diversas vezes como peça teatro, marcou a história do cinema com sua versão estrelada por Judy Garland em 1939, teve uma versão blackpower nos anos 70 e atualmente comove a Broadway com o espetáculo “Wicked”. São estas recriações que mantém a história de “O Mágico de Oz” viva geração após geração. Agora foi a vez da Disney trazer o universo de Oz de volta para o cinema, contando uma espécie de prólogo para a trama que tanto conhecemos.

Oz-the-Great-and-Powerful_james-francoEm “Oz: Mágico e Poderoso” voltamos no tempo e somos apresentados à um Oz jovem que trabalha como mágico em um circo itinerante. Após uma apresentação no Kansas, sua terra natal, Oz (James Franco) é levado com seu balão para este lugar desconhecido, com flores gigantes feitas de pedras preciosas, fadas do lago não muito amigáveis e macacos voadores. Entre os seres encantados estão também as bruxas Theodora (Mila Kunis) e Evanora (Rachel Weisz), irmãs que governam a Cidade das Esmeraldas e dão a ele a responsabilidade de caçar a Bruxa Má, Glinda (Michelle Williams), e salvar a Terra de Oz de suas maldades.

Apesar de sermos apresentados a uma trama completamente nova, quem conhece a história reconhecerá alguns elementos da original. Como, por exemplo, a relação entre as pessoas que Oz conhece no Kansas e as que encontra em sua viagem. Além de Glinda, que era uma namorada sua, seu melhor amigo é, nesta espécie de universo paralelo, um adorável macaquinho voador chamado Finley (Zach Braff) que o acompanha desde o início desta jornada. Uma menina portadora de cadeira de rodas que o viu no circo reaparece como a pequena garota de porcelana de uma vila chamada China Town, destruída pela Bruxa Má, onde Oz a encontra sozinha e com as pernas quebradas.

James-Franco-and-Michelle-Williams-in-Oz-The-Great-and-PowerfulOutra referência ao filme de 1939 é o início sem cores do filme. Enquanto o primeiro se passava em sépia durante sua primeira parte, este se passa em preto e branco e com uma tela em formato quadrado, fazendo a mudança para colorido quando seus protagonistas chegam em Oz. É a partir de então que o espectador pode imergir na fotografia vibrante e cenários super coloridos, que são o grande destaque do filme juntamente com seu magnífico departamento de figurino.

Estes aspectos técnicos, como sempre, a Disney tira de letra. Já o roteiro é simples, mas levado para as telas por um elenco de primeira linha que, guiado por Sam Saimi, não deixa nada a desejar. Especialmente Michelle Williams e Rachel Weisz, atrizes que tinham em suas mãos personagens delicados com uma linha tênue entre o bom e o exagerado. Ambas já provaram seu talento ao interpretar os personagens mais variados ao longo de suas carreiras e dão o tom certo a Glinda e Evanora.

A produção tem tudo para agradar as crianças, não entediar os adultos e deixar os fãs da história levemente nostálgicos. Mergulhar neste universo e conhecer um pedacinho a mais destes personagens e deste mundo tão encantador e divertido é uma boa pedida para quem gosta do gênero e para um fim de semana sem compromisso.

 

Confira também nossa crítica em vídeo:


A Disney disponibilizou uma série de entrevistas com diretor e elenco do filme. Leia o que Sam Saimi tem a dizer sobre a produção, James Franco e Michelle Williams e Mila Kunis e Rachel Weisz falando sobre suas personagens, as irmãs Theodora e Evanora.

Não deixe de ver nossa GALERIA DE FOTOS completa do filme. ;)

Trailer:

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