A Volta ao Mundo continua em Milão!

Nossa viagem pelo mundo continua e volta com força total em 2013. Nossa rota retoma em Milão e desvendamos junto com Cris, um arquiteto brasileiro que morou em Milão, o que a capital fashion italiana tem de melhor!

 

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Para onde: Milão, Itália.

 

Rota: Milão – Como – Monza

 

Se Prepare: Milão é a capital econômica da Itália, ou seja, Milão está para a Itália assim como São Paulo está para o Brasil (é claro que nas suas devidas proporções, até porque Milão é menor que a cidade de Porto Alegre). Mais importante do que a economia, o principal atrativo da cidade não é a Bolsa de Valores e, sim, a bolsa da… PRADA! Da GUCCI! Ou da VERSACE! Sim, meu caro… estamos falando de uma das principais capitais mundiais da moda e também (e não menos importante) da “MECA” do design!

 

407535_10150551897846864_1782474198_nO Roteiro Perfeito: Milão é uma cidade pequena e, aparentemente, você pode conhecer ela todinha em apenas um dia. Porém, se você é uma daquelas pessoas curiosas que gosta de conhecer os lugares mais incomuns, Milão pode se revelar uma cidade cheia de surpresas. Comecemos pelo óbvio, um passeio pela região central da cidade, passando pelo DUOMO (a catedral em estilo gótico – aquela cuja réplica foi parar na cabeça do Sílvio Berlusconi, em 2009… lembra?), Galleria Vittorio Emanuele II, as vitrines na Rinascente (outra grande galeria, para não dizer shopping – aliás, os italianos não gostam de shopping centers, de Starbucks e muito menos de Pizza Hut, mas não se desespere, você vai entender o por quê!).

Continue o passeio pela ZARA, H&M, Bershka… opa! De tão atraentes, elas já viraram pontos turísticos! Ainda na região central temos o Museu Del Novecento (com as melhores exposições da cidade) e o Royal Palace of Milan. Siga pela Via Del Mercanti, sempre apreciando a paisagem, as lojas e os homens mais lindos e bem vestidos que você possa ter visto algum dia na sua vida. Por esta via, você chegará no Castello Sforzesco, um castelo lindo que fará você se sentir  em um conto de fadas! Só tome um pouco de cuidado com os pedintes que ficam nessa região, eles parecem ser gente boa, mas vão implorar por uma das suas valiosas moedas de euro, a todo custo! Atrás do Castello, fica o Parque Sempione, um parque lindo, ótimo para passeios no verão (os modelos das marcas masculinas passam suas tardes de folga ali, jogando futebol, sem camisa. fikadika!). Ainda no parque, um museu imperdível (para quem gosta de moda e design) é a Triennale de Milano.

Encerre o dia com um happy-hour “à moda italiana”, na Piazza/Corso Sempione. Em Milão, à partir das 18h, todos os bares da cidade servem o conhecidíssimo “aperitivo”. Escolha seu bar (vai ser difícil, os bares dessa região são incríveis!), pague entre 8 e 15 euros, ganhe um DRINK e coma à vontade. Se tiver forças para continuar o rolê, algumas das melhores (e mais acessíveis) baladas da cidade são: Just Cavalli, Old Fashion, Hollywood e Plastic (Informe-se antes sobre os melhores dias).

419478_10150587952966864_1140582512_nPara o segundo dia, comecemos por um roteiro mais chique: Região da Brera e Quadrilátero da Moda. Para os mais afortunados, o paraíso! Para quem não quer gastar, ainda assim vale o passeio! Só de apreciar as vitrines você se sente a pessoa mais rica do mundo (ou a mais pobre, como queira!). Nessa mesma região, indico um passeio pelo também charmoso “Giardini Pubblici” (ou “Jardins Públicos”). Pit-stop para um café, estando na Itália, é essencial! Para acompanhar, aconselho um sanduíche de focaccia (é uma espécie de pão bem salgado). Se possível, alugue uma bicicleta (no site http://www.bikemi.com, você pode se cadastrar e desfrutar do sistema público de bicicletas, que funciona super bem!). É muito interessante conhecer a cidade montado numa bicicleta, mas cuidado com os carros. Os italianos são CAMPEÕES em imprudência no trânsito! Você vai se assustar com a forma que eles estacionam os seus carros! Para encerrar o dia, um passeio pelo bairro de Navigli. O bairro é cheio de jovens estudantes que moram e estudam por ali mesmo. As principais escolas e faculdades ficam nessa região (University of Milan, Bocconi, etc) e a vida noturna não poderia ser mais intensa!

Se você ficar mais do que dois dias na cidade, vale (e muito!) visitar as cidades vizinhas de Milão: Como e Monza. Existem linhas de trem, que fazem os trajetos várias vezes ao dia e o preço é ridículo! Em 20 minutos você está na cidade! Monza, apesar de ser muito pacata, é super conhecida pelas corridas de Fórmula 1. E Como é conhecida pelo seu espetacular lago (o “Lago di Como”). George Clooney tem casa lá!

 

408806_10150564196421864_1289652755_nAchado: O meu melhor achado foi, sem dúvida, o curso que fiz na “Politecnico di Milano”. Para quem é arquiteto ou designer e está à procura de algum curso (de rápida duração, ou não) essa faculdade é a melhor opção. Além de serem “simpáticos” com estrangeiros, os cursos oferecidos são bem interessantes. O que eu fiz durou três semanas e o tema era “Arquitetura de interiores para Bares e Restaurantes”. Fazendo um curso, você pode conseguir bolsa de estudos para outros dois ou três cursos. Mas isso vai depender muito da tua dedicação e do interesse dos “patrocinadores” dos cursos!

Outros achados, para comer, beber ou comprar: California Bakery e Print (Padarias! São as melhores no quesito comida + design!); Jamaica (o bar mais antigo de Milão! Fica na região da Brera. Apesar de estar no centro do bairro mais nobre da cidade, não tem nada de chique, mas é muito cult!); Tiger (espécie de 1,99 – que vale a pena!); Brechós de Navigli (são vários. Vale a pernada! Aos domingos, na mesma região, rolam feirinhas dos principais brechós da cidade).

 

Vale a pena conferir: Não deixe de dar uma voltinha, de preferência durante a noite, nas Colunas de São Lorenzo (ou como eles chamam: “Le Colonne”). Fica no bairro de Navigli. Principalmente no verão e durante a semana, os jovens estudantes se encontram ali para beber e conversar, a céu aberto, apreciando as ruínas de uma antiga igreja. É uma delícia! Sempre tem alguém tocando algum instrumento ou cantando alguma coisa. Também serve como ponto de encontro das turmas para decidir qual vai ser a “aventura” da noite!

 

426166_10150606493146864_162095350_nMomento inesquecível: Na cidade de Monza é inevitável fazer o roteiro que te leva até o “Autodromo Nazionale di Monza”, passando pelo belíssimo “Parco di Monza”. É longe, mas vale a caminhada. Se você der sorte e tiver algum evento de automobilismo acontecendo na cidade, você será “seduzido” pelo ronco dos motores e vai ficar completamente hipnotizado. Até mesmo aquelas pessoas que não entendem nada de carros (tipo eu!). A sensação é inexplicável!

Na cidade de Como, você terá que optar por dois caminhos: ou o caminho da direita (que te leva ao topo do morro, para o município de Brunate), ou o caminho da esquerda (que te leva ao “Parco Villa Olmo”, uma espécie de palácio). Dica: saia de Milão bem cedo, chegando lá, comece o passeio pelo lado esquerdo do lago, indo em direção ao Palácio. Volte até o centro, almoce, descanse no parque (tire uma soneca no gramado do “Templo Voltiano”) e depois continue o passeio pelo lado direito do lago. Existe uma espécie de teleférico que faz o transporte dos turistas e moradores até o município de Brunate, que fica no alto do morro. Aprecie o pôr do sol, com vista para os Alpes Suíços. Não esqueça da canga, do lanche… e de uma boa garrafa de vinho!

 

Meu depoimento:

Morar por um período, em alguma cidade europeia sempre foi um sonho. Londres, Paris, Barcelona, Amsterdam… Para um libriano, difícil escolha! Nunca me passou pela cabeça ir para a Itália, muito menos para Milão. Milão? O que tem em Milão? Por que não Roma, então? Não importava a cidade, o que importava mesmo era ir! E eu fui! Com mais quatro amigas na mala, mas fui… e eu jamais esperava viver o que eu vivi lá. Foram cinco meses de muitas descobertas e muitas experiências também! Conheci muitas cidades, fiz vários amigos, fiz tanta coisa diferente… Toda vez que voltávamos de alguma viagem (Roma, Paris, Londres…), sentíamos que estávamos voltando pra casa. Para casa? Sim! Nos acostumamos tanto que, no fim, já considerávamos Milão a nossa “cidade natal”! Mi manca Milano! Arrivederci!!!

 

Álbum de Fotos:

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