Crítica: “Dezesseis Luas”

Texto escrito originalmente para o site CineSplendor.beautiful-creatures-17178-1366x768

Uma garota e um garoto perdidamente apaixonados que precisam encarar sua própria família e seu destino como obstáculos de seu amor. Parece que já ouvimos essa história antes, certo? Se citar Romeu e Julieta é ir longe demais, então podemos relembrar de grande parte dos romances criados desde então. Claro que a repetição de premissa não necessariamente signifique uma história ruim, Dezesseis Luas é um exemplo disso. Embora seja mais uma história mística movida por um romântico casal, a boa notícia é que pouco tem a ver com Crepúsculo e afins.

BEAUTIFUL CREATURESA trama criada por Kami Garcia no livro intitulado Beautiful Creatures (“belas criaturas”, em tradução livre) tem Lena Duchannes (Alice Englert) como personagem principal, uma jovem bruxa que prestes a completar 16 anos se muda para a casa do tio em busca de ajuda e proteção, pois seu aniversário marca a data em que ela ficará sujeita a se tornar um ser das Trevas. Em sua nova escola, como de costume, ela não consegue fazer amigos, porém atrai a atenção de Ethan (Alden Ehrenreich), o narrador da história.

O bom humor inteligente do rapaz desde o primeiro minuto de filme deixa claro o diferencial de Dezesseis Luas entre outros longas do gênero. Caso sua sagacidade não seja suficiente, a referência e introdução a uma obra do escritor Charles Bukowski logo mostra que esta deseja ser mais do que apenas mais uma história de amor impossível entre adolescentes. Enquanto Ethan é o cara fofo e sensível sem precisar fazer cara de dor o tempo todo, Lena é “a estranha da turma” que atrai a atenção do rapaz charmoso da classe sem precisar de traços delicados ou um cabelo perfeito. Juntos eles fazem um casal apaixonado, mas que não é bobo ou passivo, se opondo entre si quando necessário.

BEAUTIFUL CREATURESSe Ethan e Lena são representados por duas carinhas novas de Hollywood, o resto do elenco é bastante reconhecido. Jeremy Irons faz Macon, o tio disposto a tudo para proteger sua sobrinha e evitar que ela vá para as Trevas, e a vencedora do Oscar Viola Davis é Amma, uma espécie de mentora que, embora não seja bruxa, sabe mais sobre magia do que deixa transparecer. Do lado mau da história, Emma Thompson está genial como a voz religiosa da cidade, Sra. Lincoln, que se impõe enfaticamente contra a família Duchanne, enquanto Emmy Rossum, conhecida por ser a doce Christine de O Fantasma da Ópera, agora é a vilã sexy Ridley, uma prima que chegou para colocar desordem na festa. Para completar o time, o jovem ator Thomas Mann, que teve sua revelação em Projeto X e participou recentemente de João e Maria: Caçadores de Bruxas, é o melhor amigo de Ethan, Link.

Nessa espécie de A Bela e a Fera ao contrário em que o garoto inteligente e ambicioso encontra a garota feinha e reclusa, seus protagonistas podem ser pálidos e não se encaixarem no tão ordinário e atualmente desprezível molde da sociedade, mas dessa vez – graças ao roteiro e direção de Richard LaGravenese (P.S. Eu Te Amo) – eles trazem um aspecto um pouco mais original em uma trama que pode entreter e divertir além do seu costumeiro público alvo.

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