Crítica: “As Sessões”

Texto escrito originalmente para o site CineSplendor.

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“Qual é a diferença entre você e uma prostituta?”. Essa é a pergunta que a americana Cheryl T. Cohen teve que responder toda a sua vida. Terapeuta do sexo, ela ajuda seus pacientes através da descoberta e da exploração da sexualidade de cada um, desvendando suas particularidades a fim de diminuir suas inseguranças. No livro lançado no Brasil com o título As Sessões, Minha Vida como Terapeuta do Sexo, Cheryl conta como se iniciou na profissão e relata alguns casos e pacientes que conheceu ao longo de seus mais de 4anos de carreira.

sessions, theO primeiro paciente que conhecemos no livro é Mark O’Brien e é na história dele que se baseia o filme As Sessões, protagonizado por Helen Hunt e John Hawkes. Mark é um homem de 36 anos que contraiu poliomielite aos seis anos de idade e desde então vive graças a um pulmão de ferro que parece uma cama, onde ele dorme e passa grande parte de seu tempo. Apesar de suas dificuldades, Mark frequentou a Universidade e é escritor e poeta. Muito inteligente, bem humorado e gentil, seu problema está em suas relações sociais e o medo que tem de entrar em contato físico com outras pessoas. É aí que entra Cheryl, através de seu método ela faz de tudo para o ajudar e a cada sessão fica ainda mais encantada com sua personalidade.

the-sessions-1 (1)Como no filme Mark é quem virou o protagonista da trama, diversos personagens e acontecimentos foram adicionados ao roteiro em prol da narrativa, como é o caso de suas ajudantes Amanda e Vera e do padre Brendan (William H. Macy). Mark logo se apaixona por Amanda, ela por sua vez corresponde, mas não tem coragem suficiente para lidar com a situação. Então ele contrata Vera, uma jovem reservada, porém sempre presente, que o acompanha nas sessões e testemunha seus avanços. Criado como um bom cristão, Mark sempre pede conselhos ao padre de sua congregação e este acaba sendo como um mentor para ele, apesar de ter que enfrentar um impasse quando o assunto é Cheryl e seu tipo de terapia.

A questão perguntada por Mark em seu primeiro encontro com Cheryl nunca é respondida, não em palavras ao menos. Depois de conhecermos junto com ele a personalidade de Cheryl e a maneira com que ela trabalha, a comparação entre uma terapeuta do sexo e uma prostituta se esvai cada vez mais. A eficácia e o progresso conquistado através deste método pouco conhecido fazem com que tanto Mark quanto os espectadores se esqueçam da pergunta e apenas admirem a cumplicidade criada entre este homem apaixonante e esta mulher genial.

3 comentários

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