Crítica: “Lincoln”

Texto escrito originalmente para o site CineSplendor.

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Abraham Lincoln é um dos presidentes mais adorados pelos americanos e marcou História por liderar os vencedores da Guerra Civil e tomar frente na luta pela abolição escravocrata, mesmo que para isso tenha precisado desafiar os números de seus adversários e colocar sua popularidade em risco. No ano passado ganhou uma “homenagem” no cinema com sua versão caçador de vampiros, que o deve ter feito revirar no caixão. Agora, ele finalmente pode voltar a descansar em paz.

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É pelas mãos de outro adorado pelos americanos, Steven Spielberg, que ganha sua nova biografia. Apesar de não contar sua história de vida, foca no período mais importantes de sua carreira política, os três meses que antecederam a aprovação da 13ª Emenda, mostrando o fim da Guerra Civil e a corrida contra o tempo para a conquista de votos suficientes entre os representantes de cada Estado para que sua ideologia pudesse ser posta em prática.

Daniel Day-Lewis. O que dizer sobre essa pessoa? 55 anos, 41 de carreira. É daqueles que se entrega completamente a um personagem. Quando o personagem é Abraham Lincoln, então, a responsabilidade não poderia ser maior e ele faz jus a este ao mostrar com maestria o lado mais humano do presidente em meio a um enredo bastante político. Para ajudar o filme a ter uma parte familiar forte, ele está ao lado de Sally Field como a Primeira-Dama Mary Todd Lincoln, Joseph Gordon Levitt interpretando seu filho Robert e Gulliver McGrath (Sombras da Noite) é o caçula Tad. A dificuldade da família se dá pelo drama real da perda, dois anos antes, de seu terceiro filho e o convicção de Robert em se alistar, mas tem muito espaço de filme comparada às conversas e debates entre os homens da Casa Branca.

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A indicação e o lugar como um dos favoritos a levar a estatueta do Oscar para casa não é de se espantar. Apesar de Spielberg não revolucionar, ele acertar em todos os aspectos técnicos e realiza um filme que emociona e por se tratar de um momento de orgulho para os americanos, tem tudo para ser ovacionado pelos mais patriotas. A trama pode não atingir da mesma maneira os brasileiros, mas ainda dá uma aula de História e de humanidade, ambas sempre bem-vindas.

5 comentários

  1. Spielberg é sempre Spielberg, ainda mais falando sobre a história dos EUA.
    Interessante essa discussão sobre o “lado humano” dos presidentes, que em minha opinião pode ser arrastada até os dias de hoje. Enquanto nos EUA, por exemplo, a família de Obama pratica os programas familiares quase como compromissos oficiais, aqui no Brasil quase não se procura saber dos lados mais íntimos da presidente.

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  3. […] coisa do passado ao comandar cenas de ação e tortura de forma inteligente e perspicaz. Assim como Lincoln, A Hora Mais Escura é um filme feito especialmente para os espectadores americanos, porém sua […]

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