Crítica: “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada”

*Crítica escrita para o site CineSplendor e publicada no dia 14 de dezembro.

THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY

Desde o primeiro anúncio sobre a realização de uma adaptação cinematográfica para o livro O Hobbit, cinéfilos de todo o mundo, assim como fãs da obra de J.R.R. Tolkien e da Trilogia do Anel, ficaram atentos e ansiosos por quaisquer notícias sobre a produção. O caminho foi longo, a direção chegou a passar pelas mãos de Guilhermo Del Toro (O Labirinto do Fauno) e houveram incertezas sobre o envolvimento de Peter Jackson, mas após muitos rumores, muita espera e a alegria contínua foto após foto, trailer após teaser, o filme finalmente chega aos cinemas de todo o Brasil.

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A história, que precede os acontecimentos de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel, segue Bilbo Bolseiro em sua aventura pela Terra Média ao lado de um grupo de anões e seu líder, Thorin (Richard Armitage), que busca vingança contra Smaug, o dragão que invadiu o reino sob a Montanha Solitária, lar dos anões por eras, causando morte e destruição e roubando seus tesouros e suas terras, e retomar o que lhes é de direito. Como um bom hobbit, Bilbo não se anima quando o assunto são grandes viagens que podem arriscar sua vida, mas apesar disso, o sangue aventureiro dos Tûk, família que é uma exceção entre os seus, corre em suas veias e com um empurrãozinho de Gandalf (Ian McKellen) inicia a história de sua vida.

Na adaptação do livro para os cinemas, inevitavelmente algumas coisas precisam ser mudadas para garantir um bom roteiro. Desde sua estrutura básica – com pontos de virada, clímax e conclusão – como também algumas alterações na ordem dos acontecimentos para garantir que o espectador se interesse, entenda e acompanhe o desenvolvimento dos personagens e suas relações.

THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY

Entre essas pequenas mudanças (que não interferem crucialmente na história) está uma introdução de Bilbo, enquanto este escreve sobre sua jornada para seu sobrinho Frodo, iniciando o filme com uma narração que apresenta a situação e constrói uma base para o entendimento do espectador. Ainda nesta linha, no livro, mesmo escrito em narrativa onisciente, o leitor acompanha o tempo todo o hobbit protagonista e fica alheio às ações de Gandalf durante suas ausências, enquanto no longa elas são acompanhadas em prol da criação de uma melhor estrutura para a narrativa, principalmente pensando em suas continuações (previstas para serem lançadas em 2013 e 2014), que precisarão de uma ligação com esta primeira parte.

Em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada vemos alguns rostos já conhecidos, vistos nos filmes da Trilogia do Anel. Além de Elijah Wood como Frodo, os elfos Elrond (Hugo Weaving) e Galadriel (Cate Blanchett) marcam presença juntamente a Saruman (Christopher Lee). Porém, como não poderia deixar de ser, a participação principal é de Gollum, em seu primeiro encontro com Bilbo. Quase dez anos após sua última aparição nas telonas, o personagem conta dessa vez com tecnologias ainda mais avançadas em sua criação, que proporcionam uma qualidade de expressão ainda melhor e permite até reconhecermos um pouco do ator Andy Serkis por trás do corpo degenerado e da mente insana de seu personagem.

THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY

Escrita especialmente para o filho de Tolkien, a trama de O Hobbit é de fato bem mais light do que as que a seguiram. É possível notar isso no filme através desde sua fotografia mais clara e suas locações mais amplas, até seu humor mais constante e batalhas menos sangrentas. O longa, porém, está longe de poder ser classificado como infantil. Os Orcs, Wargs e aranhas gigantes que cruzam o caminho da trupe de Gandalf podem provar isso, garantindo que as cenas de ação e embate se intercalem com os momentos mais divertidos.

Para ajudar no clima mais leve da produção era crucial que o intérprete do pequenino Bilbo contasse com uma grande quantidade de carisma, além de ter talento para o humor e ainda entregar uma performance suficientemente emocional. A responsabilidade caiu nas mãos de Martin Freeman, ator inglês que por muitos anos trabalhou em teatro e televisão, mantendo-se fora do grande foco até começar a se destacar em alguns projetos de sucesso como Todo Mundo Quase Morto e a série The Office. Entretanto, foi através de seu papel como Watson no seriado Sherlock, maravilhosa adaptação das obras de Conan Doyle, que passou a ser reconhecido no mundo inteiro. Agora, como Bilbo, deixa sua marca na indústria cinematográfica para sempre, abrindo pra si as portas de Hollywood.

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O diretor Peter Jackson faz sua parte como especialista nas obras de Tolkien, trazendo a Terra Média de volta aos cinemas e agitando fãs e curiosos para a mais nova parte dessa franquia que já conquistou tantos espectadores e tantos prêmios. Talvez O Hobbit não seja exatamente digno de Oscar, mas garante um espetáculo visual que leva uma trama com personagens adoráveis e um enredo muito bem construído. Entramos na jornada com Bilbo, os anões e Gandalf, e no final, é isso o que realmente importa.

*Para conferir diversas fotos em alta definição visite nossa página no Facebook! ;)

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3 Comentários

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