Pelo Mundo: Havaí

Para onde: Havaí

Rota: Oahu e Maui

Se prepare:  O Havaí fica situado na zona tropical, ou seja, não importa em que época do ano você vá para lá, o sol estará sempre forte e estará quente.  Então protetor solar, chapéu, e roupas leves são obrigatórias, mas reserve um espaço na mala para um moleton ou um casaco pois se você quiser aproveitar o Havaí por completo, você vai precisar dessas peças, me cobre depois! Mas não vá com a mala lotada, o Havaí é um excelente local para se fazer compras, desde grifes internacionais até bugigangas e acessórios de praias, a ilha oferece milhares de lojas de marca e lojinhas onipresentes que vendem desde refeições congeladas a colchões infláveis, então não se desespere, lá tem tudo! Só não esqueca o cartão de crédito com um bom limite!

Apesar de fazer parte dos EUA, o Havaí não é lá o lugar mais seguro do mundo, acontecem muitos furtos na praia, então nada de deixar o iPhone e aquele short caríssimo numa sacolinha na praia sem ninguém olhando, a chance de desaparecimento é grande!

A vida noturna não é o ponto forte das ilhas, o turismo familiar é muito mais forte, já que a ilha é uma das mecas do golfe: o número de campos de golfe espalhados em resorts pelas ilhas é enorme, em função de uma campanha do governo que quer que o estado fique conhecido como um destino de golfistas. Além disso engrossam o contingente de turistas idosos querendo paz e orientais querendo fazer compras ou se casar. É sério! Muitos casais vão se casar lá! Qquando você enxerga o pátio do hotel Moana Surf Rider você entende o porquê de tantos casórios por lá.

A diversão noturna fica por conta dos restaurantes e de alguns bares, dentre os mais famosos o Lullu’s na ponta da praia de Waikiki é o destaque com música ao vivo, muitos coquetéis e cervejas draft (chopp). O bar funciona mais como restaurante o dia todo até às 22h quando as mesas são recolhidas e o local vira uma “balada” com público mais jovem. Código de vestimenta? Sandálias, bermudas e camisetas e vestido floridos… Desculpem os fãs de noites sofisticadas, o clima aqui é de roupas confortáveis e despreocupação.

Bandeira do Havaí

Ponto turístico imperdível:  Definitivamente Waikiki. Waikiki é um bairro situado ao sul da ilha de Oahu, na cidade de Honolulu. Oahu é a principal mas não a maior de todas as ilhas, que são 8 no total, cada uma representada por uma faixa na bandeira do Havaí, que como pode-se notar pela bandeira, sim, foi possessão Britânica no passado, mas acabou por ser incorporado como o quinquagésimo estado norte americano, o último estado até hoje.

Em Waikiki é possível se acomodar em hotéis dos mais variados tipos, desde arranha-céus super econômicos que ficam situados mais afastados da praia quanto nos 5 estrelas mundialmente conhecidos, existem tantos hotéis em Waikiki que as maiores redes de hotel possuem mais de um hotel na região, por exemplo o Hilton conta com a Hilton Hawaiian Village que nada mais é do que um complexo com 7 torres com preços variando de caro a extravagantemente absurdo, é o local ideal para ficar com bastante estilo pois o complexo conta com praia própria, um centro de compras, restaurantes e até um mini-zoo com pinguins, sim, pinguins no Havaí, coisas do Hilton! Se você gosta de conversar com simpáticos casais aposentados enquanto vislumbra famílias e suas crianças correndo em volta das piscinas você pode ficar no Sheraton Princess Kaiulani, que é um hotel mais familiar com seus buffets e piscinas infantis. Mas se você aprecia arquitetura eu sugiro o Moana Surf Rider cujo prédio foi construído em 1901 no estilo Hawaiian Gothic, esse hotel serve como base da equipe do Presidente Obamaquando ele vai passar as festas de fim de ano no seu estado natal (para quem não sabe, Obama é o primeiro presidente havaiano da história dos EUA). Esses além de tantas outras redes de hotéis americanas e algumas redes locais que também oferecem ótimas acomodações a preços variados. A dica de ouro é comprar um pacote num desses sites de descontos, consegue-se bons hotéis a menos de U$80 a diária facilmente na baixa temporada, e a menos de U$120 na alta.

Fachada Hawaiian Gothic do Moana Surf Rider

Ainda em Waikiki, na Avenida Kalakaua estão situadas todas as lojas de grifes que são absolutamente necessárias como Dior, Prada, Givenchi, Cartier, Armani, LeSportSac, Rolex, Ferrari, Salvatore Ferragano além de marcas locais que merecem uma visita como a Na Hoku que vende jóias com design exclusivo havaiano desde 1924, não tão sofisticado mas também exclusiva é a Crazy Shirt com suas camisetas coloridas com pó de vulcão, tinta de dólar, extrato de cerveja entre outras maluquices e a Malibu Shirts que vende roupas e acessórios vintage (ótimos presente para pais, tios e avôs). Ah, e sim, para a alegria dos brasileiros há uma Macy’s encravada bem no meio dessas lojas todas, bem como um outlet Ross (da mesma rede da TJ Maxx e Marshall’s)  para gastar a tarde toda garimpando roupas, sapatos e acessórios muito mais do que baratos. Ainda no meio de Waikiki existe uma Dutty Free Shop enorme com várias marcas representadas lá dentro, se você estiver voando do Havaí para fora dos EUA, você apresenta a passagem e pode aproveitar os produtos sem impostos, se você estiver voltando para os EUA, pode comprar também, mas pagando os impostos, ou seja, é uma Dutty Free Shop igualzinha à dos aeroporotos, só que no centro da cidade.

Depois de um dia de compras a melhor dica é acabar no Shore Bird, um restaurante com mais de 40 anos situado dentro do hotel Outrigger Reef na beira da praia que conta com cozinha internacional e música ao vivo sempre, o local é visitado constantemente por celebridades. Como o Havaí é situado nos EUA, não espere aquela coisa de litoral brasileiro, de 500 restaurantezinhos vendendo frutos do mar, lá o que mais existe na área de gastronomia são grandes redes como Ruth’s Chris, Cheesecake Factory, Planet Hollywood, HardRock Cafe, Red Lobster e restaurantes internacionais, muitos asiáticos em função da multidão de japoneses que vai para lá. Lembre que o Havaí é a parte dos EUA mais perto do Japão e eles também adoram comprar coisas nos EUA, não me pergunte por que, pois eu não sei, mas a presença é tão forte que em muitas lojas a sinalização é parte em inglês e parte japonês, então lá o portuñol não vai ser de muita utilidade, como é em boa parte dos EUA.

A propósito, existe uma praia ! Praia essa que dá nome ao bairro! A água é cristalina e morna, as ondas são fracas. Recomendo passar em uma das onipresentes lojinhas de conveniência e comprar um snorkel  (óculos de mergulho com um respirador acoplado) e apreciar os peixes coloridos que nadam no meio dos banhistas. Se estiver com espírito aventureiro, alugue uma prancha na beira da praia e pague umas lições de surfe, é bem divertido e não é perigoso, as ondas são pequenas, perfeitas para as pranchas long-board que são disponibilizadas. A minha parte preferida da praia é aproveitar o sol tropical e se refrescar num dos inúmeros chuveiros de água gelada espalhados pelo local. Além da praia, existem parques e um zoológico. Um dos parques é constituído de um vulcão inativo, onde é possível se caminhar até o seu topo, mas calma, não é nada pesado, a trilha é urbanizada e todo dia milhares de pessoas (os velhinhos também!) sobem para aproveitar a vista que é belíssima.

Visão geral da praia de Waikiki

Achado: O Havaí é muito mais do que Waikiki. Ainda na ilha de Oahu é quase que obrigatório se dirigir ao norte da ilha e conhecer North Shore, a meca dos surfistas com seus campeonatos em praias de ondas gigantes na temporada de surfe (Novembro) onde Kelly Slater e Jack Johnson entre outras celebridades matem residência. Ainda na ilha outro lugar imperdível é Hanauma Bay, uma reserva natural onde é possível mergulhar no meio de muitos peixes, corais e tartarugas, o visual é incrível, vale a pena ficar uma tarde inteira lá.

Vale a pena conferir:Mas é sempre bom lembrar que o Havaí é um conjunto de ilhas e na realidade a maioria dos havaianos despreza  a ilha de Oahu por ser a ilha que foi mais descaracterizada pela colonização americana. Se você quer aproveitar o Havaí mais natural, o ideal é pegar um aviãozinho no terminal inter-island do Aeroporto Internacional de Honolulu e ir para uma das outras ilhas,  o que custa uns U$60 cada trecho. Nessas outras ilhas a estrutura é muito mais restrita, os preços muito mais altos (já que praticamente tudo vem de avião) e as opções mais escassas, por exemplo, em Lanai uma das menores ilhas possíveis de se visitar existem 9 hotéis sendo somente 2 resorts, não há lojas, shoppings, lancherias, nada, tudo é vendido nos hotéis a preços nada módicos obviamente, o único meio de transporte são jipes alugados. Certamente deve ser uma aventura extraordinária, mas muito cara e com atrações limitadas (a ilha tem 30km de uma ponta à outra).

Momento inesquecível: Um bom meio termo é a ilha de Maui, famosa por suas praias de areias coloridas (verde, preta, vermelha) em função dos derramamentos vulcânicos. A ilha possui uma pequena cidade com uma boa infraestrutura, uma rede de hotéis considerável, rede de transporte público e locadoras de carros. A propósito, falando em locadora de carros, na minha opinião, uma das coisas mais legais de se fazer em Maui envolve alugar um carro, certificar-se de que ele está com o tanque cheio e dirigir até o cume de um vulcão inativo com mais 3 mil metros de altitude! Sim, você leu certo! O vulcão conta com uma estrada pavimentada até o seu topo (é por essas e outras que amamos os Estados Unidos!). Lá em cima você pode tirar uma foto ao lado da plaquinha indicando os 10 mil pés (3 mil metros) com o casaco que eu disse que você precisaria no início desse texto! Você não é obrigado a dizer que dirigiu até lá, mostre as fotos para os amigos falando como era frio e difícil respirar lá! As pessoas vão achar que você é “O” aventureiro! Quando chegar no topo do vulcão e apreciar a vista acima das nuvens tire muitas fotos e aproveite a temperatura de uns 5 graus célcius no meio desse paraíso tropical.

Estacionamento no topo do vulcão.

Meu depoimento:

Morei em Honolulu por quatro meses em um intercâmbio de verão há uns anos atrás e me apaixonei pelo lugar. Estive morando em Nova Iorque por um ano e meio e fui obrigado, pela minha paixão, a visitar novamente esse paraíso no meio do Pacífico em outubro do ano passado.

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