Crítica: “A Sombra do Inimigo”

A Sombra do Inimigo é inspirado na série de best sellers do escritor James Patters, Um Desafio para Cross e Eu, Alex Cross. Estrelado por Tyler Perry como o detetive Alex Cross e Matthew Fox como o perigoso assassino que ele precisa capturar, o longa estreia nesta sexta nos cinemas brasileiros e procura atingir o público masculino sedento por cenas de ação com direitos a muitos tiros e algumas explosões.

Alex Cross é um policial exemplar, com uma família bem estruturada e amigos fieis no trabalho, porém todas as conquistas de sua vida são ameaçada quando ele precisa correr atrás de um psicopata que não dá sinais de fraqueza e está pronto para “se divertir” com quem quer que possa ultrapassar seu caminho. Na pele desse assassino impiedoso está Matthew Fox, mais conhecido por seu papel como Jack no seriado Lost, Fox parecer mergulhar com tudo no método e muda toda sua estrutura física para dar vida ao sujeito sem nome, passado ou razão para tamanho distúrbio.

Toda sua dedicação e trabalho, porém, são desperdiçados em um roteiro bastante fraco que faz questão de entregar tudo extremamente mastigado ao espectador, além de seguir em um ritmo lento – contrário de filmes de investigação de sucesso como a trilogia Bourne e até mesmo 007. Entre as escolhas obvias do diretor Rob Cohen (Velozes e Furiosos), a edição de som completamente clichê e o uso de uma tremedeira histérica de câmera quando o filme atinge seu clímax.

Para que não houvesse erro em garantir que tudo estava sendo explicado com bastante clareza, o personagem Tommy (feito pelo queridíssimo Edward Burns), colega e melhor amigo de Cross, está sempre presente para perguntar o necessário e garantir que o espectador não precise raciocinar nem por um segundo para entender o que se passa.

Contudo, as cenas de ação são bem executadas e os atores fazem o que podem. Assim como a introdução da família de Cross no inicio do filme e seu foco ao longo dele, de fato faz com que nos importemos com o que acontece na vida do detetive. Ainda assim não tem como esconder uma certa decepção quando não ficamos intrigados com uma história investigativa e, ao invés disso, recebemos todas as respostas completas e de imediato assim que são feitas. O que sobra é a ação pela ação.

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