Uma Viagem por Cuba!

Nossa aventureira de hoje é a Marília dos Reis Martins, que conta sua experiência com um olhar realista sobre as belezas e perrengues de Cuba!

Para onde? Cuba

Rota: Quatro noites em Havana, quatro em Cayo Guilhermo, e uma paradinha estratégica de uma noite na Cidade do Panamá.

Ponto turístico imperdível? São tantos! Mas além dos bem tradicionais, que com certeza você vai passar, vale a pena conhecer o Forte San Luis de La Cabaña, que tem uma cerimônia de canhão todos os dias às 21h.

Achado? Converse com um motorista de um Coco Taxi e peça pra ele te levar pra conhecer os murais de Havana. O passeio é divertido e você ainda pode trocar um papo com o motorista, que sempre tem histórias pra contar, assim acaba conhecendo um pouco mais da cultura cubana de quem realmente entende do assunto!

Vale a pena conferir: Playa Pilar, perto de Cayo Guilhermo. Ela ficou bastante conhecida depois de ser descrita por Hemingway no livro “O velho e o mar”. A areia é branquíssima, o mar é lindíssimo e com temperatura super agradável. Ainda é perfeita para quem gosta de mergulhar e/ou fazer snorkeling!

Momento inesquecível? Quando se começa a pesquisar sobre viagens a Cuba, uma das primeiras coisas que ouvimos é: “Não compre charutos na rua”. Pois então, eu e minha amiga estávamos obedecendo à instrução e rumando para a fábrica de charutos de Partagás e duas pessoas diferentes, em dois locais diferentes (um até dizendo ser o segurança de nosso hotel), nos disseram que naquele dia do mês o governo permitiria que as cooperativas de charuto vendessem seus produtos pela metade do preço. Acabamos acreditando na história e esse dito segurança do hotel nos levou até a tal cooperativa, falando que, se comprássemos algum charuto, ele ganharia um ticket refeição. O lugar parecia um pouquinho estranho, era uma casa de família, mas depois de tantas coisas estranhas que estávamos vendo na viagem, aquilo quase pareceu normal! No fim compramos uma caixa de Cohiba por uma pechincha (!) de 400 reais. Só que a dúvida começou a bater e mostramos a caixa depois pro sommelier do hotel, que já tinha trabalhado em uma fábrica de charutos, e ele nos deu uma aula que quase valeu a pena o preço gasto. Moral da história é que a gente caiu num golpe super bem bolado – não, não existem cooperativas de charutos, não, o governo não libera desconto uma vez ao mês, não, o cara não era segurança do nosso hotel e não, você não pode comprar charutos na rua!

Se prepare: Cuba é diferente. Bem diferente. Não imagine que você vai ir para lá e passar muito bem, ver só gente bonita, comer em restaurantes chiquérrimos, fazer compras. A melhor preparação que você tem a fazer é a psicológica! Quase não existem lojas (shoppings muito menos), os restaurantes não são super maravilhosos (com exceção de pouquíssimos), e a cidade de Havana não tem uma super infraestrutura (mas a arquitetura é linda!). O que, obviamente, não tira a beleza do país e a validade da viagem – é só um estilo diferente de turismo!

Em termos de dicas práticas, sugiro que você já vá pelo menos sabendo onde vai ficar, até mesmo se quiser arriscar as casas particulares. Na hora da reserva de hotel, você já faz seu visto pra entrar no país. Além disso, eu não aconselho ir para lá nos meses de julho e agosto. É muito quente, e o turismo em Havana, que é majoritariamente a céu aberto, fica bem comprometido. Durante o resto do ano continua quente pra aproveitar as praias – que são lindas – e a capital já fica bem mais agradável.

Meu depoimento:

Eu sempre tive curiosidade de conhecer Cuba, e queria ir logo, pra poder conhecer o país antes que as mudanças que vêm acontecendo fossem alterando a realidade por lá. Como já tinham me pintado um quadro muito negativo de Cuba – o país era pobre, o sistema não funcionava, a comida não era boa –, eu fui sem esperar muita coisa, e me surpreendi muito positivamente! Claro, o país é pobre sim, a comida não é lá essas coisas, mas a experiência é muito incrível. Você faz uma volta ao passado – com a exceção de alguns pouquíssimos carros mais novos (que são destinados ao aluguel a turistas), todos os outros são bem aqueles que a gente vê em fotos, velhíssimos – e a uma realidade completamente diferente. As únicas propagandas que existem são do governo, os livros lá idolatram o governo e exaltam a revolução, jamais criticando Fidel, Che e sua trupe. Você não tem acesso à internet (a não ser que lute muito por isso), não existe supermercados, enfim, a lista é longa! E é super interessante poder entender a realidade de lá e o que eles pensam de tudo. O mais legal foi que depois fomos pra Cidade do Panamá e ficamos lá dois dias, então o choque de um sistema pro outro foi muito grande. Super recomendo!

Álbum de viagem:

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