Bring it On, The Musical

Não é nenhuma novidade que a Broadway anda tirando suas inspirações de filmes populares. A onda de produções baseadas em roteiros de cinema começou nos anos 90, com a chegada da produções da Disney nos palcos da Broadway. A Disney foi responsável por uma grande movimentação de leigos e turistas aos teatros e logo outros produtores chegaram a conclusão que poderia ser muito lucrativo uma peça/musical baseada em um filme de sucesso. Por consequência disso tivemos nos grandes palcos musicais como: The Producers, Legally Blonde, Shrek, The Addams Family, Catch me if you Can e o mais novo Bring it On!

Com base no filme de mesmo nome (em português, As Apimentadas), a peça conta a saga da típica cheerleader Campbel, que é transferida para um colégio público e com a ajuda de Danielle, a melhor dançarina da escola, monta uma cheerleading squat para competir contra sua escola antiga no campeonato da cidade.

Na peça, a história é um pouco mais romantizada e significativa do que a do filme. Ao ser transferida para o colégio público, Campbel precisa passar por uma evolução ainda maior do que a personagem de Kirsten Dunst passou no filme de 2000. Além disso, a campanha anti-bullying dessa vez foi bem forte na base do roteiro. Eles se certificaram de colocar duas personagens principais que normalmente seriam as outcasts como destaque na peça: Bridget, a tipica gordinha nerd, e La Cienega, uma travesti.

Bring it On foi uma grande promessa este ano que não deu certo, e talvez o Lysistrata Jones que deu certo. A junção dos premiados compositores Lin-Manuel Miranda (In the Heights) e Tom Kitt (Next to Normal) e Amanda Green (High Fidelity), do roterista Jeff Whitty (Avenue Q) que escreveu o book, bem como as coreografias de Andy Blankenbuehler (In the Heights), não gerou os resultados esperados pelo público, afinal, comparando com suas últimas produções, a expectativa para era alta. E com poucos meses de cartaz, o musical já anunciou a sua closing date em janeiro de 2013.

Para mim, o maior problema do musical foi a expectativa das coreografias, que não foram tão acrobáticas quanto a propaganda ou quanto ao filme. Claro, é compreensível, uma vez que estamos falando de um show dentro de um teatro, onde erros não podem ser corrigidos e os riscos devem ser menores. Entretanto, para um musical que promoveu-se em cima de piramides humanas e saltos mortais, foi um pouco decepcionante de se ver ao vivo.

Vale destacar que o elenco estava maravilhoso, são todos bem novos e estão começando suas carreiras na Broadway, incluindo as duas atrizes protagonistas. O resultado é um musical muito bonitinho e se eu tivesse 12 ou 13 anos de idade talvez achasse o máximo, afinal, era este o público alvo. A mensagem passada na peça é muito bonitinha e acho que é um espetáculo legal para toda a família. Não, não é a melhor coisa na Broadway, de fato, nem mesmo memorável, mas é enjoyable.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: