Barbra Streisand Back to Brooklyn

Este é sem dúvida o post que eu mais me sinto honrada de escrever!

Quinta-feira, 11 de outubro de 2012, realizei um grande sonho: assistir Barbra Streisand cantando ao vivo. Para facilitar aos leitores, dividirei o post em partes, afinal, a saga vale ser contada completa.

Compra do ingresso:

Tudo começou no dia 09 de maio, enquanto eu estava na fila para o CD signing da Liza Minnelli (é toda uma outra história, mas vale a pena para mostrar que o dia foi cheio de emoções). Enquanto estava na fila, lia o velho e bom playbill.com e assim que vi a grande headline daquela manhã “BARBRA STREISAND BACK TO BROOKLYN CONCERT”, entrei direto no site oficial dela e me inscrevi para receber o código de pre-sale, afinal, a cantora que havia dito que seu último concerto tinha sido o tour de 2006, resolveu voltar aos palcos pela nova venue do Brooklyn, o Barclay Center.

No dia seguinte, recebi o meu código de pre-sale, estava agendada e preparada para a grande batalha do dia 12 de maio – o dia da compra. A batalha não seria fácil, era eu contra o grande público da Barbra, afinal NY é a sua cidade! Depois de uma manhã de muito stress e muitas, muitas tentativas, finalmente consegui o meu ingresso, no segundo pricing, que parecia ser okay, não maravilhoso, mas okay.

Quanto a Liza, o CD signing foi maravilhoso, como sempre! Já era a terceira vez que a encontrava em algum evento, sempre muito querida. Como alguns sortudos de vocês puderam ver no final do mês passado aí no Brasil, ela é uma fofa!

Mas voltando a Barbra! Dia do show:

A espera foi longa até chegar o bendito dia! Durante a semana do show, nos jornais e noticiários o que mais se falava era sobre a volta da grande diva ao seu lar. Era o show mais sold out da temporada do Barclay Center.

Após uma breve viagem de metro até o Brooklyn, em meia hora estava no tão famoso Barclay Center. Admito nunca ter visto tantos repórteres e fotógrafos na entrada de um estádio, mas esta era uma noite muito especial para o bairro. Pessoas de todos os lugares e idades, MUITAS pessoas. O tumulto era grande, praticamente uma guerra para conseguir chegar aos quiosques de souvenir. Mas para Barbra Streisand, eu encarei a monstruosa fila e garanti minhas três camisetas, o programa e a caneca.

Admito que não sei como vivi tantos anos sem a caneca e as duas camisetas da Babs. Já a terceira camiseta e o programa são as lembranças do show (e em breve o Blu-ray também).

Depois das compras fui direto para a porta da entrada do meu setor. Chegando lá, a minha surpresa: meu lugar era na quarta fila!!! A minha cara deve ter sido priceless, porque não demorou muito tempo para as senhoras que estavam atrás de mim largarem o comentário: “Sim, estes são realmente lugares maravilhosos!”.

Uma coisa aprendi neste show: Barbra une pessoas. A galera toda ao meu redor começou a conversar. Fiquei super amiga de várias senhoras da idade da minha vó e da minha mãe e também de um Barbra Streisand impersonator! Num nível de rapport ainda elevado do que quando pais falam sobre seus filhos ou donos de cachorros sobre seus bichinhos, afinal ali todos amavam Barbra incondicionalmente.

Assim como eu, o público era extremamente animado, fãs de carteirinha mesmo. E mesmo com muitas celebridades na plateia o foco estava na grande estrela da noite! “When you’re gifted, then you’re gifted”.

O SHOW!!!! 

O show começou prontamente às 20h30 e foi até às 23h30, com direito a dois bis (Muito mais longo que o show da Madonna, I might add.).

Barbra, com seus 70 anos de idade não poderia estar mais maravilhosa. Chiquérrima  teve quatro trocas de roupa. Estava com um pouco de tosse, mas a voz continuava incrível. Ela começou o show comentando que estava tomando chicken soup ao invés de água pois tinha acordado com um pouco de tosse.

Para quem não sabe, Barbra tem uma certa fobia de palco. Tudo isso porque no concerto que ela fez nos anos 60 no Central Park ela esqueceu a letra de uma música, desde então ela além de ficar muito nervosa para se apresentar ao vivo, todas as letras das músicas e alguns de seus textos estão escritos nos teleprompter distribuídos por todos os lados do palco. Este também é o principal motivo de ela não costumar fazer estes grandes concertos. Este foi o seu 81º concerto da vida, e ela já tem uns bons 50 anos de carreira.

Para uma fóbica, sua presença de palco é incomparável. É super espontânea, engraçada e se comunica com o público frequentemente bem como cantou coisas que não estavam planejadas – nada como trabalhar com uma orquestra preparada. Sem falar na quantidade grande de amigos e familiares dela que estavam na plateia. Além disso mostrou extremo bom humor ao usar a famosa música do Ducksauce no show.

Ela foi inteligente em fazer algumas homenagens ao Brooklyn, a música de abertura foi “As if We Never Said Goodbye”, clássica de Andrew Lloyd Webber. Entretanto as letras foram alteradas completamente para referências ao bairro, e é claro que a frase climax da música “I’ve come home at last” teve um significado ainda maior do que com Norma Desmond voltando ao estúdio.

Os convidados especiais da noite foram Chris Botti, trompetista famoso, o trio italiano de tenores Il Volo e Jason Gould, filho de Streisand. Os convidados além de participarem em duetos também contribuíram no show em momentos solo para entreter o público durante os pequenos intervalos da diva.

Sobre o repertório escolhido, algumas favoritas do público e algumas escolhas não tão óbvias: “As If We Never Said Goodbye”, “Nice ‘n Easy”, “That Face”, “Didn’t We, Being Good Isn’t Good Enough”, “The Way He Makes Me Feel” de Yentl, “Enough is Enough”, “You’re the Top”, “Bewitched, Bothered and Bewildered”, “What’ll I do”,  “Funny Valentine”, “Lost Inside of You”, “Evergreen”, “People” e “Here’s to Life”.

Barbra lembrou de homenagear os dois amigos que faleceram este ano, Donna Summer com “Enough is Enough” e Marvin Hamlisch com “The Way We Were” e “Through the Eyes of Love”. Quanto a música de Yentl, a escolha foi “The Way He Makes Me Feel” o que eu achei uma ótima surpresa, apesar de estar esperando ouvir um pouco de “Piece of Sky”.

A música dueto com o filho foi “How Deep is the Ocean” e ele cantou sozinho “This Mascarade”. Não pode-se dizer que ele seja um profissional, mas não deve ser fácil ter sua primeira apresentação pública em um estádio lotado ao lado da mãe que just happens to be uma das maiores estrelas da música.

Barbra Streisand do Duck Sauce foi cantado pelo trio Il Volo, que também cantou “Un Amore Cosi Grande” e “O Sole Mio”. Com Barbra, eles cantaram “Smile”. Chris Lotti tocou “Emanuel” em um dueto com uma violinista e “When I fall in love”.

A escolha dos vídeos também foi muito boa. A abertura do show foi com a música “You’ll Never Know”, provavelmente com uma gravação de Barbra quando bem novinha e imagens da sua vida noivaiorquina. O início do segundo ato começou com um breve clipe do documentário de 1981 “I Remember Barbra”, uma série de entrevistas com moradores do Brooklyn sobre a cantora. E claro, o vídeo que Jason fez para ela no seu aniversário com fotos e imagens dos dois com “Nature Boy” cantado por ele.

Mas a verdadeira highlight do show foi a pequena preview que ela nos deu de como será a sua Mamma Rose. Para quem não sabe, Barbra será a Mamma Rose na nova versão de Gypsy que deve ser lançada em breve. Fizeram um pequeno medley de “Rose’s Turn”, “Some People” e fechando com “Don’t Rain on My Parade” (obs. para os leigos, essa última é de Funny Girl, não Gypsy). Foi bastante curto, mas já deu para perceber que ela será sensacional no papel! E  há algo melhor do que ouvir e ver a própria Barbra cantando “Don’t Rain on My Parade”?!

O show fechou com “Make Our Garden Grow” e “Somewhere” com a participação de todos os convidados mais o Coral da Juventude do Brooklyn. E o bis/encore oficial foi “Some Other Time”. O público, porém, não se contentou e fez Barbra voltar mais uma vez para cantar algo que não estava programado e one of my personal favorites: “Happy Days Are Here Again”.

Admito que lamentei um pouco que Liza não se ofereceu para participar da música e recriar o dueto que Barbra e Judy Garland fizeram com “Happy Days Are Here Again” e “Get Happy”. Seria o máximo, né?!

In Conclusion:

O show foi absolutamente demais!!! Barbra Streisand está maravilhosa e espero que esse não seja o último concerto dela. Realmente é uma daquelas coisas que vou lembrar e treasure para o resto da vida!! Fico muito feliz de poder dividir um pouco dessa super emoção com vocês!
P.S.: As fotos são todas da minha máquina mesmo. Para vocês verem o quão perto o palco tava!

2 comentários

  1. Ione Suslik Baron · · Responder

    Parabéns Miriam, sensacional este post

  2. Parabéns mesmo. Acho que nunca vou conseguir assistir a uma apresentação de Barbra. Parabéns. Pena que ela nunca veio ao Brasil.

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