Crítica: “Ruby Sparks – A Namorada Perfeita”

Assim como em Ted e seu ursinho que ganha vida como em um passe de mágica, Ruby Sparks – A Namorada Perfeita usa da licença poética da fantasia no cinema para transformar a garota das páginas de um livro em uma mulher de carne e osso.

Ruby foi escrita por Calvin, um rapaz solitário que não consegue concluir um livro desde seu primeiro e único sucesso lançado dez anos atrás. Após um sonho em que conhece uma garota incrível em um parque, Calvin não consegue mais parar de escrever sobre ela e criar histórias em que os dois são os personagens principais. A intensidade de seu sentimento por ela é tão grande que Ruby um belo dia aparece na cozinha de seu apartamento, acreditando ser sua namorada e sem ter ideia de que na verdade é uma criação de Calvin.

Alguns elementos do filme, principalmente em seu início, relembram – positivamente – alguns clássicos adolescentes dos anos 80, como Mulher Nota 1000 e Namorada de Aluguel. Talvez por sua pureza e simplicidade ou talvez por ser diferente dos filmes que estamos acostumados nos tempos atuais e não se tratar de uma adaptação, sequência ou prólogo de alguma coisa. Ou talvez apenas por ser um filme gostoso de assistir, sem precisar apelar para nada além de um bom roteiro e bons personagens.

A atriz que interpreta Ruby, Zoe Zakan, é também a roteirista do longa e tem sangue artístico correndo em suas veias, seus pais são roteiristas enquanto seu avô era diretor e sua avó escritora teatral. Atriz com grande experiência no teatro e promissora dramaturga, Ruby Sparks é seu primeiro roteiro cinematográfico e primeiro trabalho que divide com um grande público. Sua química com Paul Dano (que está ótimo mais uma vez!) é perfeita, e não poderia ser diferente, o casal está junto na vida real já há três anos.

Conhecido por participar como coadjuvante de diversos filmes, o ator Chris Messina interpreta Harry, irmão e conselheiro de Calvin. Messina tem ficado famoso nos últimos tempos por aparecer com bastante frequência em filmes de sucesso, em sua maioria comédias. Neste ano já esteve também na televisão em The Newsroom e ainda estreará em Celeste e Jesse Para Sempre. Para completar o elenco, Annete Bening e Antonio Bandeiras fazem a mãe e o padrasto de Calvin e Harry. Para incrementar o grupo de talentos, os diretores escolhidos para guiar a trama foram Jonathan Dayton e Valerie Faris, os mesmos de Pequena Miss Sunshine.

Ruby Sparks – A Namorada Perfeita possui personagens com uma doçura apaixonante e uma trama ao mesmo tempo surpreendente profunda e divertida. Como resultado de uma boa escrita, direção e elenco, apesar da vertente ficcional, o público pode ver pessoas reais nas telas, personagens palpáveis e complexos, e por isso ainda mais interessantes.

O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 12 de outubro. Para conferir mais fotos em alta resolução do filme, seus bastidores e poster, entre em nossa página do Facebook! (:

Trailer:

2 comentários

  1. Reblogged this on Meus textos e Músicase comentado:
    Um filme que recomendo!

  2. […] como em Ted e seu ursinho que ganha vida como em um passe de mágica, Ruby Sparks – A Namorada Perfeita usa da licença poética da fantasia no cinema para transformar a garota das páginas de um livro […]

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