Forbidden Broadway: Sátiras e Paródias no Palco

As férias do site novamente foram longas, mas agora que estou de volta, vamos às mil novidades que o verão novaiorquino trouxe!

A primeira é que na onda dos revivals este ano, Forbidden Broadway, uma das peças off-broadway mais queridas do público, retorna a cidade de Nova York após três anos em uma nova versão chamada Alive and Kicking.

A sátira anual dos musicais da Broadway escrita e dirigida por Gerald Alessandrini, que teve a estréia em 1982, vem encantando o público da Broadway com as melhores paródias escritas para musicais, contando com muitas inside jokes e um elenco de cinco pessoas com talento de sobra para encarnar os milhares de personagens necessários para retratar tantos musicais.

Em 2009 quando Forbidden Broadway fechou, a razão era que há muito tempo não haviam grandes novidades na Broadway, o que tornava o show deles repetitivo e pouco criativo. Com a crise financeira, também os próprios musicais não estavam durando muito tempo em cartaz – independente da qualidade da produção – o que fazia com que o espetáculo tivesse que se adaptar muito rápido também às novas peças. Então, já que não tinham muitas novidades na teatro, a equipe do Forbidden Broadway aproveitou a folga para viajar pelo país on tour enquanto the great white way foi seguindo o seu caminho para chegar onde estamos hoje.

Forbidden Broadway: Alive and Kicking soube usar muito bem os maiores acontecimentos dos últimos três anos. Começando a peça com a inesquecível cena em que Patti Lupone interrompeu sua performance em Gypsy por causa de um fotografo. Vocês podem conferir o bafão aqui:

Além disso, não perderam a oportunidade de usar as musicas de Ricky Martin para comentar sobre Evita, como Living Evita Loca ou comentar sobre a dicção da Elena Rogers no papel de Eva Peron. Para quem não sabe da história, a grande crítica a Patti Lupone quando estreiou a peça nos anos 70 foi quanto a sua dicção. Elena Rogers faz Patti Lupone ter a dicção quase perfeita em comparação. Além disso, não puderam deixar de fazer a clássica versão de Annie velha e fumante, já que o revival está para chegar no próximo mês.

Satirizaram desde o clássico Porgy and Bess, altamente criticado por Sondheim antes de ter tido sua estreia na Broawday, a Once, o musical mais premiado do ano. Bem como criticaram de Matthew Broderick até o ator e seriado do momento, Christian Borle e Smash.

O que realmente roubou a cena e fez o público se emocionar foi a parte de Judy Garland comentando sobre o que ela achou de End of The Rainbow. Momento que gerou muitas risadas do público pelo texto cômico e a crítica ao fato de mostrar Judy Garland “loucona”, além de ter sido uma grande demonstração de talento e técnica vocal da cantora.

Para os grandes fãs de musicais, como eu, Forbidden Broadway é um show de comédia delicioso com suas inside-theatre jokes que tanto amamos. Para os que não são fãs assim, apesar possivelmente perderem um pouco das piadas por não conhecerem todos os nomes, peças e situações que se passam dentro da Broadway, ainda verão um espetáculo divertido, por seu humor com ótimo timing e atores talentosos.

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