Crítica: “Projeto Dinossauro”

Parque do Dinossauros com A Bruxa de Blair e Viagem ao Centro da Terra. É dessa mistura que parece ter saído Projeto Dinossauro, longa-metragem britânico dirigido pelo desconhecido Sid Bennett. Desconhecido também é seu elenco, composto por nomes como Matt Kane, Natasha Loring, Peter Brooke, Richard Dillane, Stephen Jennings.

Neste suspense quase independente os gigantescos animais pré-históricos do título estão de volta à Terra, ou melhor, nunca saíram daqui. Eles se encontram bem intactos em seu território secreto e obscuro, nos confins da selva do Congo, e é para lá que uma equipe de exploradores se direciona afim de os estudar melhor e descobrir o motivo de estranhos eventos que andam acontecendo na floresta.

Marchant é o renomado aventureiro que lidera a trupe, composta também por seu produtor Charlie, seu filho Luke, a médica recém-formada Liz, uma dupla de filmagem e uma instrutora nativa. Enquanto Charlie não demora a demonstrar uma certa amargura por andar sempre às sombras do popular geólogo, Luke hottie e com um sotaque lindo é um problema a parte. A dinâmica entre pai e filho não é das melhores e o garoto parte para a expedição escondido, junto com as malas no avião (a veracidade deste fato deve ser ignorada juntamente com o seu extenso – caro e extremamente hightech – equipamento de câmeras e hard-drives e, convenhamos, o fato de dinossauros ainda existirem no meio da África).

O longa tem a intenção de ser acompanhado o tempo todo através de filmagens feitas pelos próprios personagens. O suspense à base do handcam. Estilo que já se tornou um clichê do gênero, mas que como todo bom clichê, faz seu serviço no filme. Logo no início do longa esse papel é cumprido pelas narrações de equipes de televisão que divulgam a viagem que será feita, já na selva os personagens são acompanhados ora pelo cameraman que documenta a expedição ora pelas câmeras Go-Pro de Luke – que as coloca em todos os lugares.

Os tais dinossauros aparecem em boa parte do filme e para isso foi necessário um cuidado especial no setor de efeitos visuais, que não deixou a desejar. Não se trata de nenhum Spielberg ou James Cameron, mas sem dúvidas já se viu muita coisa pior por aí e este não é um aspecto a se reclamar. Já o roteiro, porém, é mais amador. Além de não utilizar todo seu potencial, possui erros bobos e deixa de surpreender ou espantar o espectador.

A esperança de Projeto Dinossauro é seu timing, como o longa está entrando em cartaz na hora certa, é possível que consiga gerar resultados. No momento não há concorrência para o público – nada pequeno – que está a fim de ir curtir momentos de aperto emocional e cenas sangrentas no escurinho do cinema. Tudo depende se a curiosidade será grande o suficiente para encher um número mínimo de salas.

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