Crítica “Valente”

A princesa mais rebelde da Disney chegou aos cinemas na última sexta-feira, envolvida em uma trama sobre família e os desejos e conflitos que todos enfrentamos quando adolescentes. Obrigada a escolher um pretendente entre os filhos de três aliados de seu pai, Merida não aceita seu destino e se impõe contra a mãe, que quer a encaixar nos moldes de uma rainha tradicional.

A vontade da princesa de sair dos padrões, a coragem para enfrentar os desafios à frente e tomar suas próprias decisões são características que já vemos nas protagonistas da Disney desde Ariel em A Pequena Sereia, mas Merida é a mais jovem deste grupo que inclui também Bela e Jasmine. A razão para isso provavelmente está no fato que não há muito tempo as garotas se inspiravam mais nas mulheres um pouco mais velhas e hoje procuram se identificar com modelos mais próximos a sua idade (Selena Gomez e Demi Lovato que não ousem dizer o contrário).

Como para muitos nessa idade, para Merida seu maior problema é seu relacionamento com a mãe, em que reina a falta de comunicação e o mau entendimento. Enquanto a rainha quer fazer da princesa espevitada uma garota comportada, a princesa não se identifica com os padrões impostos e o que quer é ser dona do próprio nariz e provar que é e pode ser muito mais do que manda a etiqueta. Para provar que está certa e se livrar das pressões e regras da mãe, Merida recorre a mágica de uma feiticeira que encontra na floresta. Claro que nem tudo sai como planejado e aí começa sua tão desejada aventura.

A novidade mais empolgante de Valente tanto para a história dos estúdios Disney quanto da Pixar é sua ambientação, a Escócia durante a Terra Média. A sua natureza abundante é o cenário perfeito para essa protagonista cansada de ficar dentro de seu castelo de pedras. Já a qualidade de animação do filme está melhor do que nunca, deixando qualquer espectador deslumbrado com o realismo marcado em cada detalhe. E olha que entre esses “detalhes” está o cabelo mais esvoaçante e ruivo já visto em desenhos animados.

Merida segue os passos das princesas anteriores também quando se trata de seu companheiro de aventuras: o cavalo. Bela, Megara e, mais recentemente, Rapunzel já contavam com a ajuda do animal, que faz novamente o papel de melhor amigo e cúmplice. As piadinhas e gags cômicas ficam por conta do Rei e dos irmãos de Merida, os trigêmeos pentelhos, barulhentos e bem maluquinhos, daqueles que não dá para se irritar com tanta fofura.

Como já é de praxe da Disney, Valente tem grandes aventuras e lições de moral para as criancinhas e para os adultos. Como é de praxe da Pixar, Valente conta uma linda história com um nível de animação impecável. Que os estúdios juntaram o melhor dos dois mundos desde sua fusão em 2006 todo mundo já sabia, mas agora é a vez de uma princesa, como nenhuma outra, provar isso mais uma vez, em uma mistura do tradicional com o novo.

3 comentários

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