Crítica: “A Era do Gelo 4”

A saga A Era do Gelo até hoje representou recordes de bilheteria no mundo inteiro e seu último lançamento em 2009, aqui no Brasil, foi o maior do ano. Com o valor de arrecadação só subindo a cada filme, era meio óbvio que os estúdios iriam produzir um número quatro e continuar com os personagens que lhe renderam uma fortuna.

Pouco foi pensado, porém, na história que esses personagens se viveriam nessa próxima aventura, ou pelo menos, não muito foi levado em consideração. O trio formado por Manny, Diego e Sid está cercado por imagens familiares nessa continuação. Enquanto Manny está com dificuldades na relação com a filha adolescente, Diego encontra uma tigresa que pode balançar não apenas seu ego, mas também seu coração. Já Sid recebe a visita de seus parentes, tão hilários quanto ele, com todo o jeitão Família Buscapé, que o deixam com a tarefa de cuidar de sua avó bem senil e debilitada.

Os enlaços familiares juntamente com um roteiro facilmente mastigável e lições de moral a torto e direito marcam um filme estritamente infantil, que atinge certeiramente seu público alvo, mas se mostra entediante a qualquer outro espectador, o que pode ser um tiro no pé considerando que são os adultos que levam esse público alvo até os cinemas. Para estes, sobra uma referência muito boa ao filme Coração Valente, essa sim que só eles entenderão.

Thanks God for Sid! O bichinho é hilário e continua tendo os melhores momentos do filme, sendo praticamente o único a fazer piadas bem sucedidas. Dessa vez a preguiça ainda está acompanhada pela avó, uma figuraça que embora demonstre uma debilidade mental ao longo do filme, não o finaliza sem antes dar seu toque final e fundamental à trama.

O investimento na trilha sonora também anima o público infanto-juvenil, que não apenas vai se identificar com a trama de Amora e seus conflitos com o pai, o amigo e a paixonite, como vai poder entrar no clima ao som da banda The Wanted com “Chasing The Sun”.

No geral, A Era do Gelo 4 parece mais uma daquelas sagas que já deram o que tinham que dar. Falta aos produtores perceber que continuar com os mesmos personagens e ambiente, reinventar histórias para agradar um público tão fechado e o medo de arriscar em um projeto novo pode causar prejuízos uma vez que a qualidade do produto está em decaída.

Quem quiser conferir, o longa estreia por aqui nessa sexta-feira, dia 29, duas semanas antes que no resto do mundo. Olha a vantagem! ;)

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