Funny Girl Entrevista Carol Puntel

Querida no cenário musical brasileiro, a atriz Carol Puntel conversa com o blog Funny Girl sobre os primeiros passos de sua carreira, seus personagens e planos futuros. Além de talentosa e linda, é um amor de pessoa. Pode isso?! *-*

Você canta e dança desde muito cedo, estudou balé no Teatro Municipal do Rio e se apresentou na Índia e na Itália. O que você leva de mais valioso dessas experiências?

Nossa, aprendi muito na viagem da Índia. Dancei com minhas irmãs para 20 mil pessoas. Acordávamos às 4 da manhã pra ficar em silêncio fazendo meditação, foi muito gostoso. Dançamos uma coreografia neoclássica e muitos indianos ficaram surpresos com a movimentação, pois muitos só conheciam dança indiana, dançar com sapatilhas de pontas era algo bem novo e diferente. O que fizeram foi aplaudir o balé durante toda a apresentação, me lembro de nem conseguir ouvir a música de tanto que estavam felizes. Depois um indiano nos contou que estávamos dando tantas graças para eles que a única forma de retribuir era aplaudindo. Muito lindo!!!

Já na Itália foi minha estréia em musicais, fazia a Santa Clara no musical Francisco de Assis do Ciro Barcelos e apresentamos em Assis mesmo. Também foi uma experiência única. Todo lugar que visitávamos já era um laboratório intensivo pra peça. Conhecemos, por exemplo, as basílicas e as grutas onde Francisco ficava. Foi incrível!  O lugar onde construíram o teatro era o local onde Francisco e Clara cuidavam dos leprosos.

Você já interpretou no teatro os mais diversos papeis, de moça na flor da idade em A Noviça Rebelde e uma gata de rua em Cats a uma ativista hippie em Hair. Qual entre todas as suas personagens você mais se identificou?

A Sheyla é muito especial porque é ativista e lutadora pela paz e pelo amor, me identifico muito com ela. Mas gosto de todas as personagens e posso até dizer o que tenho de característica parecida com elas: acho que da Meg (O Fantasma da Ópera) tenho o prazer em ensaiar; da Liesl (A Noviça Rebelde), o lado menina romântica e da Grizabella (Cats), a introspecção.

Li que você é muito estudiosa. Costuma se preparar para seus personagens vendo filmes e lendo livros sobre a época e idealismos que envolvem cada peça? Qual você considera uma de suas melhores descobertas durante essas pesquisas?

A personagem que mais estudei em idealismo foi a Sheyla no Hair. É um tema muito atual, político, transformador, fala de liberdade e do amor…revolução! Para a peça, estudei Gandhi e Joana D’arc, o que me ajudou muito na construção da personagem. Inclusive agora, estou em processo de escolha de músicas – para um repertório solo – que tenha também esse foco pela liberdade, amor e consciência.  

Em Hair qual era a diferença em você falar para os seus amigos e para um público no geral para irem ver a peça dentre as outras que você fez, considerando que a intenção não era apenas que eles vissem você atuando ou um ótimo espetáculo no geral, mas principalmente convocando as pessoas a ouvirem a mensagem que ela passa?

Sim, o Hair é uma experiência, é um grito de liberdade… É um movimento, então acima de tudo, ver Hair é conhecer essa revolução pelo Amor, Paz e Liberdade que essa geração lutou com tanta vontade na década de 60. Nossa geração é fruto desse grito.

Sheyla tem uma consciência política e é apaixonada por uma causa. No que você acredita que te move e te faz lutar?

Eu acredito que viver com a mente em alerta e com atenção, estando no presente momento com consciência nos torna mais felizes. 

No Hair da Broadway o elenco antes da estreia passou uma noite fazendo uma festa no teatro furtivamente como parte de um laboratório bem divertido. A tribo brasileira também era de aprontar alguma coisa em nome do espírito libertário da peça?

Não, não acho necessário comer uma colher de açúcar pra ver o quanto é doce, já sabemos que o açúcar é doce.

Você já é conhecida e respeitada no meio teatral, ganhou, inclusive, o título de musa do teatro por voto popular, pretende e procura trabalhar também no cinema ou na televisão?

Fiquei muito feliz com essa votação e sim, com certeza, tenho muita vontade de fazer cinema e televisão! 

Tem algum musical em especial que você torça para que tenha sua versão brasileira, seja para participar ou assistir?

Jesus Cristo Superstar e Notre Dame de Paris.

Se pudesse interpretar por um dia algum papel que você não conseguiria por restrições de idade ou sexo, qual você escolheria?

Ah, tenho vários. Mas ser Jesus deve ser incrível, deve-se aprender muito com esse personagem. E quero fazer uma vilã algum dia. :) 

Qual sua dica para os iniciantes em musicais? Quais os três filmes ou peças que eles não podem deixar de ver?

Minha dica é estudar, sempre! E continuar seguindo independente dos obstáculos. Poxa, difícil escolher só três. Seria Wicked, Perfume de Mulher com Al Pacino e Romeu e Julieta do Zefirelli.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: