Just music… Once

 

Acabei de ser atropelada pelo musical do ano. A grande promessa para os Tonys, Once é sem dúvida o melhor musical original na Broadway em 2012. 

A peça é uma adaptação do filme irlandês, com o mesmo título, de 2006. Sempre fico com um pé atrás em relação a musicais baseados em filmes, pois acho muito mais fácil a comercialização da peça e já vamos sabendo boa parte da história e, portanto, com alguns conceitos já formados. Mas como não tinha assistido ao filme ainda, fui ao teatro sem a menor expectativa do que iria acontecer desde o enredo até o tipo de música. A única coisa que eu já tinha ouvido falar é que a peça era fantástica, e de fato é.

Onceantes mesmo de ter tido a sua estreia no circuito off-Broadway (plano original do musical), já tinha garantida sua produção na Broadway, tamanho foi seu sucesso com público e críticos. Sucesso esse que juntamente com a execussão bem feita da peça é sinônimo é a lucratividade, atriando logo a atenção dos produtores teatrais.

Ao contrário das usuais produções da Broadway, Oncese destaca pela simplicidade. Tem apenas um cenário: um pub irlandês, onde a plateia pode comprar bebida antes da peça e durante o intervalo. Há poucas trocas de figurino e o elenco é a orquestra do show, o que torna o espetáculo ainda mais interessante.

A peça é dedicado a quem gosta de musica, fato comprovado por ser simplesmente um espetáculo delicioso de se escutar. As músicas, mesmo não sendo as mais complexas e interessantes, vão crescendo no decorrer do show, causando um efeito emocional muito legal com a plateia e os instrumentos, com excessão de uma leve percussão, são de corda, para dar ainda mais aquela sensação acústica de aconchego e simplicidade. As vozes não são as mais maravilhosas na Broadway, mas o repertório não exige isso e o elenco tem toda a minha admiração por conter excelentes músicos que ainda conseguem cantar e interpretar a peça (algo que, por incrível que pareça é raro e eu só tinha visto em Sweeney Todd em 2006)

O texto da peça também é ótimo. A ideia principal é uma garota tcheca que ajuda um rapaz irlandês a ir atrás de seus sonhos, através da música. Inicialmente achei que o fato de ter achado a peça tão emocionante era porque era too close to home, mas depois percebi que os personagens são muito bem escritos e é fácil para qualquer pessoa se relacionar com eles e com a história. Muito além do plot principal tem a trajetória dos dois protagonistas para simplesmente ir atrás de seus sonhos. Os personagens principais são tão reais que se torna impossível não torcer para que Girl e Boy fiquem juntos no final. E Cristin Milioti, assim como a sua personagem Girl, é encantadora. Os coadjuvantes são tão excelentes e bem escritos quanto os personagens principais. Além disso, a produção foi muito inteligente na forma em que legendaram a parte em tcheco, fazendo esse detalhe ser um dos highlights da peça.

A dica, então, é clara: se você estiver em Nova York ou passar por aqui enquanto Once estiver em cartaz, é um must go! Não tem como perder um espetáculo com uma dose de sinceridade tão grande, que vai dos seus instrumentos aos seus atores, refletindo a maior característica desse enredo tão delicioso.

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