X-Men: Primeira Classe chega ao TeleCine

Não sei se quem ainda não viu X-Men: Primeira Classe merece meu respeito, mas quem não se cansa de ver com certeza merece, por isso, eis a dica de hoje: nessa sexta-feira, dia 5, o filme estreia na rede TeleCine, no Telecine Premium às 22h. Para comemorar, segue a crítica que escrevi para o Lérias & Lixos, publicada em 8 de junho do ano passado:

X-Men: Primeira Classe é o resultado da modinha lucrativa do momento: explicar as origens. Já passaram por essa estrada Batman, Star Trek, Wolverine, e ainda vêm por aí Planeta dos Macacos e Homem-Aranha. E seguindo essa tendência, X-Men conta a infância e juventude de Professor Xavier e Magneto, além de apresentar alguns mutantes conhecidos dos quadrinhos como os primeiros alunos da Escola Para Jovens Superdotados.

O filme começa com Erik Lensherr ainda criança, no momento em que é separado da sua mãe durante a Segunda Guerra Mundial. Paralelamente, Charles Xavier está em sua mansão em Westchester, Nova York, no dia em que inicia a surpreendente relação com a pequena Mística, ou apenas Raven, como era chamada. A partir da apresentação dos personagens principais, corremos no tempo até 1962, ano em que a dupla se alia para derrotar Shaw (Kevin Bacon), homem que matou a mãe de Magneto – libertando sua fúria e desejo de vingança – e pretende instalar a Terceira Guerra Mundial para eliminar todos os seres humanos da Terra, no melhor estilo nazista. Enquanto o até então apenas Erik caça Shawn por motivos pessoais, Xavier está preocupado em se juntar com o governo americano e lutar com suas pequenas vantagens para o bem geral da nação e de quebra mostrar ao mundo que mutantes não são sinônimo de ameaça, pelo contrário. Apesar das ideologias opostas, ambos têm o mesmo objetivo e enquanto criam uma forte relação de amizade e confiança, buscam por outros mutantes, encontrando Banshee, Havok, Darwin e Angel para serem seus primeiros pupilos.

O longa conta com cenas de ação são bem dosadas, uma abordagem histórica maior do que em qualquer outro filme da franquia e pitadas de humor que são muito bem-vindas, normalmente atribuídas a um irônico jovem Xavier ou ao ator Nicholas Hoult (Fera), que mostra uma nova faceta com suas expressões dosadamente exageradas.

Mas é a relação entre Magneto e Xavier que realmente interessa à história, relação essa espetacularmente construída pelos talentosos e promissores James McAvoy e Michael Fassbender, que tinham em mãos a responsabilidade de carregar o alicerce mais fundamental da trama. Com uma química notável, os atores foram capazes de aprofundar o filme em um nível que, novamente, nenhum outro da série havia chegado. James já fez grandes papéis no cinema e é lembrado, principalmente, por suas atuações em O Procurado e Desejo e Reparação. Em X-Men, ao incorporar um dos principais personagens do mundo dos quadrinhos e conseguir interpretar do cômico ao dramático com tamanha sutileza, provou que é questão de tempo até ser consagrado com grandes prêmios da indústria cinematográfica. Michael Fassbender, apesar de já ter participado de 300 e Bastardos Inglórios, só agora se revela para o público e, com muita empatia, mostra que veio para ficar. Em sua longa lista de projetos estão incluídos Jane Eyre (sairá diretamente em DVD no Brasil no mês que vem) e Prometheus, de Ridley Scott.

O desenvolvimento e as mudanças muito bem estruturadas nas relações de alguns personagens é de fato grande parte do filme, mas com alguns simbolismos, divertidas participações especiais e a incrível volta dos uniformes amarelos, o longa fica ainda mais completo e gostoso de ser visto. Divertidas referências aos outros filmes, como a aparição de Tempestade e Ciclope quando crianças, são boas surpresas para quem acompanha a saga – tanto nos cinemas quanto nos quadrinhos – ao mesmo tempo em que não atrapalham o entendimento de quem assiste aos mutantes da Marvel pela primeira vez. X-Men: Primeira Classe tem a grande qualidade que teve Star Trek em 2010: um roteiro esperto, que permite agradar aos fãs e também atrair novos, explorando diversas vertentes da história sem deixar o público se perder, pelo contrário.

Rumores dão conta de que há uma lista de produções sobre os mutantes para um futuro próximo. Os possíveis encomendados são X-Men 4, Wolverine: Origens 2 e o filme sobre o surgimento de Deadpool, personagem de Ryan Reynolds em Wolverine: Origens.

Antes de partir, proponho um salve para o diretor Matthew Vaughn, pois X-Men: Primeira Classe é o melhor filme da franquia, sem sombra de dúvida! Vaughn não só agrada e satistaz altas expectativas como deixa a todos com gostinho de quero mais. Inclusiva, se der para adiantar uma continuação de Primeira Classe antes dos demais “encomendados”, o público agradece. ;)

 

 

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