Crítica: Espelho, Espelho Meu

Contos de fadas é uma das novas ondas que atingem Hollywood, a história de Chapeuzinho Vermelho foi recontada em A Garota da Capa Vermelha e Angelina Jolie se prepara para viver a bruxa Malévola de A Bela Adormecida. Ninguém está tão em alta, porém, quanto a primeira das princesas Disney, Branca de Neve. Além de ter duas versões bem diferentes nos cinemas, desde outubro comanda o seriado Once Upon a Time no canal americano ABC.

Enquanto Branca de Neve e o Caçador, previsto para estrear dia 1º de junho no Brasil com Kristen Stewart, Chris Hemsworth e Charlize Theron, tem um aspecto mais sombrio e puxa mais para a ação ao focar no relacionamento entre os personagens do título, Espelho, Espelho Meu é a típica comédia infanto-juvenil: personagens com personalidades bem definidas, piadas e gags em meio a cenas de ação e um romance.

Após um prólogo em animação até que surpreendente em sua originalidade, o espectador é apresentado sem demora aos personagens principais, a situação em que vivem e as problemáticas a serem enfrentadas. Começando por Branca de Neve (Lily Collins), a jovem doce e reprimida que é impedida de sair do castelo pela Rainha Má (Julia Roberts), esta sempre acompanhada de quem por suposto seria o caçador, mas na verdade é um covarde serviçal (Nathan Lane). O Príncipe (Armie Hammer) é um forasteiro, a quem a Rainha vê como a solução perfeita para se livrar de seus problemas financeiros.

Os sete anões novamente socorrem Branca de Neve quando ela não pode mais voltar ao palácio, mas ao invés de trabalharem em uma mina de diamantes, são ladrões praticamente ninjas que lutam em pernas de pau durante seus ataques (!). Com o interesse em comum de derrubar a rainha, os anões ajudam Branca a lutar e deixar a meiguice de lado, enquanto ela mostra que eles não precisam ser tão rancorosos e nem roubar dos moradores – já miseráveis – do reino.

Deixando o desenvolvimento e transformação de personagens para quem está na floresta, no castelo fica a maioria dos alívios cômicos, desde o próprio palácio em estilo elisabetano, assim como o figurino de quem se encontra lá, até as tentativas de conquista da Rainha Má. Julia Roberts foi a grande aposta da produção e apesar de não ter se destacado tanto, é interessante vê-la em um papel tão caracterizado. Já Nathan Lane, apesar de não ser uma decepção, por ser conhecido por suas comédias, era de se imaginar que seria explicitamente o responsável pela maioria das cenas com essa vertente, mas no fim da sessão, quem fica como maior proporcionador de risadas é – o também galã – Armie Hammer, que fez bem ao mostrar outros lados depois de seu desempenho em A Rede Social e J. Edgar.

Com uma cena final bollywoodiana, Espelho, Espelho Meu se prova ser duas horas de puro entretenimento, perfeito para levar os priminhos, sobrinhos e filhinhos.

5 comentários

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