Diretamente da Broadway: “Will Evita Win Through?”

“And the answer is: a qualified Yes”

Evita é um musical que há três anos já vem ameaçando seu retorno aos palcos da Broadway e finalmente o revival de 2012 – que já está com previews desde o dia 12 de março – vai ter sua estreia amanhã, dia 5 de abril, no Marquis Theatre. Definitivamente a tragetória até a Broadway não foi fácil.

A espera pela a re-estreia de Evita deu o que falar. Quando há um revival de um musical tão conhecido como este, os fãs consideram ter o direito de “ajudar” no processo de casting. Com o acesso a informação e liberdade de expressão que a internet nos proporciona, essa ajuda nem sempre é discreta. Elena Roger como Evita foi a primeira escolha a ser divulgada e uma escolha bastante óbvia, afinal, a atriz havia feito o papel no revival de Londres em 2006 e supostamente teve sucesso no papel (mais sobre a performance dela no decorrer do post).

O personagem Che, o observador da história, deu o que falar. Na produção original Che era caracterizado como o revolucionário Che Guevara (como na produção do Jorge Takla no Brasil). Entretanto nas últimas produções, incluindo o filme, Che é caracterizado como um homem qualquer que observa e critica a política do país de forma que se tornará o revolucionário. Nesta versão, quem dá vida ao papel é Ricky Martin – fãs de musicais, não se preocupem, ele foi um bom Marius quando fez Les Miserablés em 1998.

Ainda falando em casting, a seleção de atores definitivamente não foi fácil. Provavelmente a personagem que mais tiveram dificuldade de encontrar foi a amante de Peron, que canta “Another Suitcase in Another Hall”. Foram feitos vários testes – eu mesma participei de alguns para a personagem-  e depois de muita procura, a atriz selecionada foi Rachel Potter.

Além destes nomes, o espetáculo conta com Michael Cerveris (conhecido por Sweeney Todd) como Peron, Max Von Essen (Les Miserables, Hello Again, Dance of the Vampires) como Magaldi e Christina DeCicco como alternate de Evita.

Now the review…

Bom, primeira coisa que eu tenho a dizer é que a produção está genial! Como essa história é “close to home”, é possível perceber o estudo que foi feito para fazer os cenários e figurinos de acordo com o país e a época, incluindo o visual gaúcho, bastante tradicional do interior da Argentina e do Rio Grande do Sul. A Casa Rosada está praticamente igual. As coreografias estão com referências ótimas de dança argentinas, principalmente o tango. Aguardem para conferir as fotos do espetáculo que serão divulgadas após a estréia, pois a peça está visualmente imperdível!

Ricky Martin começou no primeiro número um pouco fraco, mas sou suspeita porque amo a música Oh What a Circus. Entretando, depois ele picked it up e melhorou muito, com o passar dos primeiros minutos do show é possível até esquecer que ele é o Ricky Martin.


Elena Roger deixou muito a desejar na minha opinião. Diz a lenda que ela não falava inglês antes de pegar o papel, sendo este o caso ou não, é bastante perceptível quando ela canta que seu inglês não é dos melhores. O sotaque era forte de mais e a dicção péssima, sem contar que atropelava a letra. Se eu não soubesse todo o libreto antes de entrar no teatro teria sérios problemas para entender a história. Além disso, ela desafinou em diversos momentos. O Don’t Cry For Me Argentina foi bom e You Must Love Me foi okay, mas nada foi maravilhoso. Evita é um dos papéis mais difíceis para cantoras, então admiro e respeito o simples fato de ela conseguir fazer o papel seis vezes por semana.

Michael Cerveris está espetacular como Peron. Chega a ser quase ridículo escrever algo sobre o ator, ele sempre é espetacular. Max Von Essen arrasou como o cantor de tango Magaldi, a voz dele está lindíssima. Rachel Potter também tem uma voz maravilhosa, é uma pena que tenha só um solo no show inteiro. E o coro não ficou atrás, fabuloso.

Uma curiosidade tragi-cômica das previews é que a terceira performance de Evita teve que ser cancelada por uma inundação do palco. O sistema de incêndio da peça acionou do nada e quando chegaram ao teatro de manhã, o palco estava alagado. Deixemos o glamour para a Casa Rosada de verdade.

Além disso, a volta do musical trouxe a tona a inimizade de Patti Lupone (Evita original na Broadway, em 1979) e Andrew Lloyd Webber (compositor do musical). Não entrarei em detalhes pois este é um assunto para outro post inteiro, mas a pergunta que não quer calar é se ela vai ou não assistir a peça. We’ll keep you updated.

4 comentários

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