Os Indicados a Melhor Filme do Oscar 2012

Finalmente, hoje é o dia! A maior premiação do cinema está aí. Não importa se você concorda com as decisões da Academia ou não, é sempre bom ver grandes nomes do cinema reunidos e celebrando grandes filmes. Listei os principis indicados para você ficar por dentro e fazer suas apostas:

O Homem Que Mudou o Jogo

Os americanos e a premiação do Oscar adoram uma história de superação, especialmente se for baseada em fatos reais e envolver um dos esportes favoritos de seus nativos. Em 2010 foi o futebol americano com o drama familiar Um Sonho Possível, este ano O Homem que Mudou o Jogo é o filme da vez e apresenta o gerente geral Billy Beane, do time de basebol Oakland A´s. Em meio a uma crise financeira e fracassos no campo, Billy encontra Peter Brand, um analista de estatísticas que o ajuda a criar uma nova tática de contratação de jogadores para vencer os jogos a longo prazo. A decisão implica enfrentar os companheiros de time descrentes, a imprensa questionadora e fãs decepcionados.

Cavalo de Guerra

Baseado no livro de Michael Morpurgo de 1982, a história foi contada nos palcos de West End e da Broadway no ano passado e agora já é a segunda super produção dirigida por Spielberg lançada este ano. Cavalo de Guerra acompanha a grande trajetória vivida pelo cavalo Joey desde seu nascimento. O garoto Albert é o primeiro e mais marcante de seus companheiros e são separados após seu pai vender Joey para a cavalaria inglesa em recrutamento para a Primeira Guerra. O filme segue com Joey, em sua visão, nessa trama emocionante que dividiu opiniões de público e crítica.

A Árvore da Vida

O filme com maior conotação “artística” entre os indicados, A Árvore da Vida faz uma análise dos seres humanos, sua origem, motivações e comportamento. Na forma Malick de ser, o longa é uma obra mais de autor do que “de espectador”. Terrence Malick joga seus conflitos e opiniões na tela em uma construção nada convencional e sem muita expectativa de interação com o público e muito menos com o objetivo de entreter. O que resta para nós, singelas consequências da indústria cinematográfica, é concordar ou não com o que é visto, se deixar tocar ou achar tudo perda de tempo.

A Invenção de Hugo Cabret

Martin Scorsese é o responsável por este que é um dos filmes mais esperados da temporada e grande aposta para levar a estatueta para casa. As filmagens em 3D e a trama focada em crianças já causou furor entre os fãs e cinéfilos antes mesmo de as primeiras imagens serem divulgadas, é o que acontece quando um dos maiores diretores de todos os tempos decide deixar sua cartela de sucessos de lado, inovar e cair de cabeça em um projeto baseado em um livro infantil. Protagonizado por Asa Butterfield, Jude Law, Chole Moretz e Ben Kingsley, conta as desventuras de um menino órfão que vai em busca de desvendar o mistério deixado pela última invenção de seu pai.

Tão Forte e Tão Perto

O último a sair nos cinemas brasileiros, na última sexta-feira, Tão Forte e Tão Perto traz o novato Thomas Horn como um garoto-gênio chamado Oskar que encontra uma chave nos pertences do pai (Tom Hanks), morto no atentado terrorísta de 11 de setembro. Com a chave na mão, Oskar segue em busca de respostas em sua própria aventura por toda Manhattan. Promete grandes interpretações e muita emoção.

O Artista

Grande favorito, já levou o Bafta e o Spirit Awards. Apesar de muitos duvidarem que a premiação dê o troféu principal para um filme de origem franco-belga (o exato motivo por apostarem em George Clooney ao invés de Jean Dujardin na categoria melhor ator), O Artista é bem a cara dos membros da Academia. Mas não é apenas o saudosismo explícito a grande característica do longa. O diretor e roteirista Michel Hazanavicius faz um belo trabalho ao retratar os conflitos de um ator em decadência no fim dos anos 20 de maneira humorada, leve e atraente nesse filme mudo e em preto e branco que utiliza muito bem os recursos que tem. Não apenas para amantes do cinema – dúvida que surge na cabeça de muitos – O Artista é uma delícia de se ver e diferente de tudo que saiu nos cinemas em muito tempo.

Histórias Cruzadas

Em Mississipi na década de 60 uma jovem escritora (Emma Stone) se depara com o imenso racismo vivido em sua cidade, provocado por pessoas como suas próprias amigas e sofridos por suas empregadas domésticas. Inquieta com a situação, decide colher depoimentos das empregadas sobre suas vidas e trabalhos e copilá-las em um livro, que viria a se chamar The Help (título original do filme), em que pela primeira vez é exposto o ponto de vista e pensamentos dessas mulheres marginalizadas pela sociedade. O ritmo lento da trama é compensado por suas atuações espetaculares, incluindo a da indicada a categoria Melhor Atriz, Viola Davis, que interpreta Aibileen, a primeira empregada a ter coragem de ajudar Skeeter.

Os Descendentes

Super estimado na visão de alguns, um belo filme na visão de outros. Apesar de tomar o lugar de filmes mais merecedores, Os Descendentes é a aposta de muita gente para levar pelo menos o prêmio de melhor ator, representado por George Clooney e sua interpretação de Matt King, um sossegado pai de família que se vê obrigado a um momento de reflexão e controle de responsabilidade familiar repentino quando sua mulher sofre um acidente e fica em grave estado de coma. Como a cabeça de um grande negócio que envolve sua família e comunidade e a descoberta que sua mulher o traia contribuem para aumentar o caos que se encontra a vida de Matt. O cenário pacífico havaiano em contra balanço com a trama é a melhor sacada do longa.

Meia-Noite em Paris

Depois de dizer tchau para Nova York, passar por Londres e Barcelona, Woody Allen chega a Paris e não é à toa que a cidade faz parte do título deste longa, Allen a usa como um personagem, destaca sua baleza e enaltece sua magia. Quase literalmente, já que o personagem Gil (Owen Wilson, muito bem como o alter ego 30 anos mais jovem do diretor) mergulha fundo na vida noturna da Cidade Luz que tanto admira e o inspira e como em uma viagem do tempo proporcionada pelas badaladas da meia-noite, ele se encontra com a Paris dos anos 20, da revolução cultural, do turbilhão de artistas, e tem a oportunidade de se encontrar com F. Scott Fiztgerald, Ernest Hemingway, Pablo Picasso e Luis Buñuel, entre outros, além de conhecer uma bela dama chamada Adriana.

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