Crítica: “O Vingador do Futuro”

Mais um remake de um sucesso dos anos 80 chega aos cinemas na próxima sexta, dia 17. Agora é O Vingador do Futuro que tem sua história refeita com muitos efeitos visuais e ritmo alucinante.

Em um futuro distante restam poucos lugares habitáveis na Terra, que se condensam apenas na antiga Oceania, agora chamada Colônia, e no Reino Unido, a Federação Unida da Bretanha. Enquanto a primeira é super povoada e relembra uma mistura de favela com Chinatown, a segunda vive comodamente e recebe todos os dias trabalhadores da Colônia através de um meio chamado A Queda, um transporte que viaja pelo centro da Terra e tem uma trajetória de apenas 17 minutos.

Colin Farrell dá vida ao personagem eternizado por Arnold Schwarzenegger, Douglas Quaid, um operário da Colônia que cansado de sua vida ordinária procura um lugar chamado Rekall, especializado em produzir memórias, afinal, ilusões no meio de uma vida tão miserável pode ser um ótimo negócio, e a partir daí a história realmente começa.

A dubiedade quanto a origem e passado do protagonista é um dos trunfos do roteiro, em que o espectador, assim como ele, não sabe o que é real e o que faz parte dos truques de sua mente. Essa dúvida, intrigante e instigante, porém, não dura muito. Diferente do original, em que essa é uma das forças motoras de todo o filme, neste, a resposta vem mais fácil e rapidamente.

O que é realmente negativo na escolha de encerrar o questionamento antes do tempo é a falta de reposicionamento do foco. Ao ser revelado pouco a pouco a real condição de Quaid, não há outro mistério ou intriga criados para continuar motivando a narrativa, seus personagens ou o público. Apesar de envolverem questões políticas e um romance, a caça de gato e rato, a perseguição pela perseguição, toma conta de toda a trama.

Os alívios cômicos não são tantos quanto os acostumados a se ver no gênero nos últimos tempos, mas entre eles está uma rápida passada de câmera por um bolo de dinheiro que entre algumas caras desconhecidas podemos ver uma homenagem a Barack Obama em uma das notas. A trilha sonora com batidas fortes tem a intenção de manter a ação em seu nível mais alto, um clichê que funciona. Já as luzes alheias jogadas na tela no maior estilo J. J. Abrams não funcionam tanto, uma vez que o diretor Len Wiseman peca pelo exageiro.

O roteiro em si não é super desenvolvido, mas também não há de se culpar um filme de ação com a proposta blockbuster de O Vingador do Futuro por isso. Como em toda ficção cientifica, é preciso entrar no universo do filme e se deixar levar sem levantar muitos questionamentos quanto a verossimilhança. E como em todo filme de ação, o roteiro se aproveita do gênero para usar das famosas “marmeladas”. Nem mesmo sua realização foi com o objetivo de honrar seu original, a proposta clara é o entretenimento pelo entretenimento e neste alvo, o do grande público, ele tem boas chances de acertar.

Se depender da contagem de tiros por segundo e da catfight entre Jessica Biel e Kate Beckinsale em meados do filme, os marmanjos vão fazer valer seu ingresso. Já para as garotas que não são muito fãs do gênero vai depender se Colin Farrell as agrada ou não.

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Um comentário

  1. [...] lançamento do remake de O Vingador do Futuro nos cinemas deu a brecha para a editora Aleph publicar a história que originou o filme e ainda [...]

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